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GNR apreendeu 55 mil litros de bebidas alcólicas ilegais

GNR apreendeu 55 mil litros de bebidas alcólicas ilegais

A GNR, através do Destacamento de Ação Fiscal de Coimbra, apreendeu em diversas localidades do Centro e Norte bebidas alcoólicas em situação ilegal para introduzir no mercado, que representavam uma evasão fiscal de 600 mil euros.

Numa operação desencadeada na quarta e quinta-feira, em localidades dos distritos do Porto, Coimbra, Santarém, Guarda e Aveiro, foram apreendidos cerca de 55 mil litros de bebidas - álcool, aguardentes e licores - que seriam introduzidos fraudulentamente no mercado.

"Estima-se em montante não inferior a 600 mil euros o valor da evasão fiscal em sede de Imposto Especial Sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas (IABA) e Imposto de Valor Acrescentado (IVA)", refere uma nota de imprensa da GNR, divulgada esta sexta-feira.

O valor estimado das bebidas aprendidas é de 50 mil euros, que se encontravam em destilarias, anexos de residências dos envolvidos e armazéns.

O comandante do Destacamento de Ação Fiscal de Coimbra revelou à agência Lusa que uma das dificuldades da operação foi a da deteção das bebidas, algumas delas dissimuladas em depósitos subterrâneos e dispersas por vários locais.

A investigação, da qual resultou esta apreensão, dura há dois anos, e ainda não se encontra terminada, dada a sua complexidade, exigindo também perícias à contabilidade das empresas envolvidas, para distinguir a parte legal, da ilegal, acrescentou o capitão Rui Chantre.

As principais atividades ilícitas foram detetadas em destilarias legalizadas, que não contabilizavam a totalidade do que produziam. Algumas não dispunham do "medidor à saída" (dispositivo de contagem da produção), ou este encontrava-se adulterado.

Além das bebidas, na operação foram apreendidos 175 litros de aroma de caramelo, que se destinaria à produção de licores, vendidos em garrafões de 5 litros, que depois na restauração serviriam para atestar garrafas vazias com rótulos de marca, e servidos aos clientes como bebidas genuínas.

Sobre este tipo de ilícito, na revenda, o capitão Rui Chantre disse não ter sido ainda conseguida a prova, mas as investigações ainda irão prosseguir.

Durante a operação, em que participaram 90 militares, e foram revistadas 29 habitações, foi apreendida uma viatura pesada de mercadorias, um porta paletes, um empilhador, quatro armas caçadeiras não documentadas e 103 cartuchos de calibre 12.

Três pessoas, as que tinham na sua posse grande parte da mercadoria apreendida, foram constituídas arguidas, sujeitas a Termo de Identidade e Residência (TIR), por estarem indiciados pela prática dos crimes de "introdução fraudulenta, qualificada, no consumo de bebidas alcoólicas".

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