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GNR faz buscas em departamento do Governo Regional da Madeira

GNR faz buscas em departamento do Governo Regional da Madeira

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal e a GNR estão a proceder a buscas no edifício da ex-secretaria do Equipamento Social da Madeira. Na origem da diligência está a dívida oculta da região. O acesso ao edifício está interditado.

De acordo com o "Diário de Notícias da Madeira", as buscas realizadas esta segunda-feira de manhã, no Funchal, acontecem no âmbito da investigação ao 'buraco' das contas públicas da Madeira.

A alegada ocultação de informações por parte da Região Autónoma da Madeira ao Instituto Nacional de Estatística (INE) e a outras autoridades nacionais (dívida oculta da Região) é o motivo das buscas.

Já no passado mês de fevereiro houve diligências na Madeira, com mandados de busca em empresas de construção civil para obter documentação.

Procuradoria confirma investigação

Segundo um comunicado da Procuradoria-Geral da Repúblcia emitido ao final da manhã desta segunda-feira, o Departamento Central de Ação e Investigação Penal (DCIAP) instaurou em 28 de setembro de 2011 um inquérito às denominadas "contas da Madeira".

"Após diversas diligências de investigação, mostrou-se necessária a realização de outras a levar a cabo na cidade do Funchal", adianta o DCIAP, explicando que para a sua execução este departamento "nomeou órgão de polícia criminal o Comando Territorial da GNR na Madeira".

Segundo o DCIAP, esta segunda-feira decorrem "diligências de busca e apreensão e durante toda a semana decorrerão outras diligências complementares de investigação".

"As diligências realizar-se-ão com a maior discrição possível, procurando evitar alarme social", informa ainda o DCIAP.

Acesso interditado

De acordo com o comandante da GNR, Paulo Saraiva Soares, citado pelo DN da Madeira, a operação iniciada esta segunda-feira irá decorrer durante toda a semana. Na operação estão envolvidos 25 militares da GNR.

O acesso ao edifício da antiga secretária regional do Equipamento Social está interditado na sequência das diligências da GNR solicitadas pela Direção Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Neste imóvel funcionam diversos serviços e organismos tutelados pelo Governo da Madeira, entre os quais a Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM), a empresa Estradas da Madeira e as direções regionais dos Edifícios Públicos, Infraestruturas e Equipamentos e o Ambiente.

Der acordo com a Lusa, desde o início da manhã os funcionários e restante público foram informados pelos elementos da GNR que "não podiam sair do edifício" e aqueles que quisessem entrar "não tinham garantia da hora para sair", relataram várias pessoas.

Esta situação manteve-se até cerca das 11.30 horas, altura em que um dos funcionários da IHM disse à saída aos jornalistas que "tiveram ordens para não sair, nem telefonar", adiantando "desconhecer o motivo da operação".

Os telemóveis de todos os responsáveis dos serviços que funcionam naquele edifício estão desligados e fonte da vice-presidência contatada pela agência Lusa garantiu também "desconhecer o que se passa".

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