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Homicida de Beja matou para poupar família à vergonha

Homicida de Beja matou para poupar família à vergonha

Francisco Esperança disse à Polícia que matou a mulher, a neta e a filha para as poupar ao sofrimento e à vergonha das dívidas. O ex-bancário, de 59 anos, está preso preventivamente pelos três assassinatos, cometidos de forrma bárbara, à catanada.

Os problemas financeiros resultantes das divídas a bancos tinham-se agravado nos últimos tempos, e Esperança terá mesmo sido informado de que os seus bens iriam ser colocados em hasta pública. Conforme o JN avançou ontem, esta poderá ter sido uma das razões que levaram o ex-bancário a limpar na semana passada as contas bancárias da família. Quando foi detido, tinha no bolso um maço considerável de notas, apurou o JN.

Outro factor que poderá ter contribuído para desencadear o massacre, segundo um familiar, é a doença de que Francisco sofria. Um cancro no intestino, que teria alastrado, e que teria apenas três meses de vida. Francisco já tinha sido operado e ia com regularidade a Lisboa para sessões de terapia no IPO. Um amigo tê-lo-á encontrado ébrio na zona da Praça de Espanha. Informou-o do estado terminal da doença. Estas histórias, associadas a um historial de alcoolismo, podem estar na oprigem do acto tresloucado de Francisco Esperança.

Parecia ébrio

Francisco Esperança terá assassinado a esposa, Benvinda, de 53 anos, a filha, Cátia, de 28 anos, e a neta, Mariana, de quatro anos, cerca de uma semana antes da descoberta dos corpos, na passada segunda-feira. Após ter estado barricado dentro de casa durante cerca de três horas, quando os polícias entraram na casa encontraram um cenário de horror, com a mulher num dos quartos e Cátia e a menina noutro, abraçadas. Por esclarecer está ainda se as vítimas foram drogadas antes da chacina. Isto porque a vizinhança não se apercebeu dos crimes. Exames aos corpos determinarão o facto com exactidão.

No dia da detenção, o JN apurou que esteve por minutos a intervenção de duas equipas tácticas do Grupo de Operações Especiais da PSP de Lisboa, mas Francisco acabou por entregar-se. Agentes da PSP de Beja comentaram que Francisco parecia ébrio ou substancialmente alterado. Nos dois dias que se seguiram nos calabouços da PSP, o detido comportou-se com normalidade. Ontem, foi levado para a cadeia de Beja.

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