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Iogurte que matou operário tinha veneno

Iogurte que matou operário tinha veneno

O veneno que matou, no início do mês, no Barreiro, um homem de 42 anos, depois de ter ingerido um iogurte, é, segundo a PJ, um produto de origem industrial e terá sido introduzido na embalagem após a produção, algures entre a distribuição e o consumo.

O cenário de suicídio está afastado e a PJ tenta agora saber se se trata de homicídio ou de um acidente.

Álvaro Luís Marques, funcionário da fábrica de fibras sintéticas Fisipe, morreu no domingo, dez dias depois de se ter sentido mal após ingerir um iogurte.

Fonte policial adiantou ao JN que, segundo os exames laboratoriais já efetuados, Álvaro Leite terá ingerido, misturado com o iogurte, um veneno, composto por um produto tóxico de origem industrial. Desconhece-se ainda como, onde e porquê terá ocorrido a mistura que, ao que tudo indica, aconteceu entre a distribuição e o consumo. A PJ, entretanto, descartou qualquer responsabilidade da marca do iogurte.

O acidente ocorreu pelas 17.30 horas de 6 de dezembro no interior da Fisipe - Fibras Sintéticas de Portugal, localizada na Quimiparque, no Lavradio, Barreiro. Foi a própria empresa que chamou uma ambulância assim que Álvaro Leite, operador químico, se queixou de dores fortes na garganta.

Com queimaduras internas, nomeadamente na zona do esófago, o homem foi transportado para o Hospital do Barreiro, de onde foi transferido para o Hospital de São José, em Lisboa, onde morreu dez dias depois.

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"Estava num estado considerado estável, mas o veneno acabou por causar outras complicações e o homem morreu", esclarece a PJ. A Lusa adianta, citando fonte dos bombeiros, que o iogurte ingerido foi oferecido uns dias antes por um camionista, tendo sido guardado num frigorífico para ser bebido mais tarde.

O cadáver de Álvaro Leite foi autopsiado esta quarta-feira de manhã no Instituto de Medicina Legal de Lisboa, por ordem do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, referiu fonte do instituto à Lusa.

O funeral realiza-se na quinta-feira, pelas 11 horas, para o Cemitério do Lavradio.

* com Carlos Varela