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Jovem morta na Régua tinha sido retirada aos pais em criança

Jovem morta na Régua tinha sido retirada aos pais em criança

Catarina Rodrigues terá sido degolada e enterrada num terreno a seguir ao fim do passeio pedonal, na margem do rio Douro, na zona do Salgueiral, Peso da Régua. A Polícia Judiciária terá detido quatro suspeitos, com idades entre 20 e 30 anos, no passado fim de semana.

Terá sido um dos jovens a denunciar o caso e a dar indicação do local às autoridades. Tê-la-ão assassinado porque ela recusou dar-lhes dinheiro para comprar droga.

Já em Abril, a GNR terá sido alertada para o caso agora descoberto, mas não terá dado credibilidade à denúncia. Segundo apurou o JN, um dos suspeitos terá dito, alcoolizado, que Catarina fora assassinada. Mais tarde, já sóbrio, terá voltado a denunciar o grupo que terá estado presente no momento do homicídio. Cinco meses depois, a investigação resultou na detenção de quatro indivíduos.

Segundo um familiar, a jovem foi retirada aos pais (tal como o único irmão, hoje com 25 anos), quando tinha dois anos, e viveu em lares juvenis até aos 14 anos. Depois, Catarina chegou a viver em casa de uns tios, em Vila do Conde, que a entregaram ao lar quando desconfiaram que ela queria fugir para casa do pai, que reside em Pombal. Depois, acabou por ir para o Peso da Régua para junto da mãe, que vive no Bairro das Alagoas, com quem também se incompatibilizou. Mudou-se depois para casa do avô, que vive no mesmo bairro.

Os vizinhos revelaram que o avô tentou controlar a jovem, que chegou a fugir pela janela do apartamento para sair à noite.

Segundo Catarina Fonseca, vizinha do avô, a jovem estaria a viver com a mãe do companheiro e pai dos seus dois filhos, com dois e quatros anos, que estão institucionalizados. O companheiro encontra-se a cumprir pena de prisão por tráfico de droga.

No Bairro das Alagoas, alguns vizinhos da família afirmaram que Catarina se dedicaria à prostituição e ao consumo de drogas. No final do ano passado, já sem residência fixa, a jovem era vista com frequência na companhia do grupo acusado de a matar.

As ossadas foram transportadas, na madrugada de ontem, para o Hospital de Vila Real pelos bombeiros do Peso da Régua.

* com Óscar Queirós

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