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Pena suspensa para jovens que agrediram colega e mostraram imagens na Net

Pena suspensa para jovens que agrediram colega e mostraram imagens na Net

Os alunos que espancaram uma colega, na zona de Benfica, e divulgaram as imagens na rede social Facebook foram condenados, esta segunda-feira, a penas de prisão suspensa com a condição de regressarem à escola e frequentarem uma instituição de apoio às vítimas de violência. Após a leitura da sentença, registaram-se cenas de violência no exterior das varas criminais de Lisboa.

As penas a que os arguidos foram condenados variam entre os dois anos e e dois meses e um ano e seis meses.

Logo após a leitura da sentença, que ocorreu na 3.ª vara Criminal de Lisboa, gerou-se um tumulto no exterior do edíficio entre familiares dos arguidos. Rodolfo Santos e a mãe acabaram por agredir com um pontapé e uma estalada uma fotojornalista.

A Bárbara Oliveira, a única agressora que tinha 16 anos na altura do crime - que ocorreu em Maio de 2011, na zona de Benfica, em Lisboa - coube a maior das penas: dois anos e nove meses, por ofensa à integridade física qualificada, roubo qualificado e roubo pela forma tentada.

Outro dos arguidos, Rodolfo Nogueira dos Santos, foi condenado em dois anos e dois meses, por ofensa à integridade física qualificada e gravação ilícita.

Quanto aos restantes arguidos, apenas Fernando Alves foi absolvido de todos os crimes. Já os restantes - Ricardo Manuel, Marco Andrade e Hugo Ribeiro - couberam, respectivamente, as penas de dois anos e três meses, um ano de 10 meses e um ano e seis meses.

O juiz entendeu suspender a execução das penas sob a condição de todos os arguidos regressarem à escola, seja ao ensino regular, seja a outro tipo de formação. Além disso, os arguidos deverão frequentar uma instituição de apoio a vítimas de violência, tendo o juiz sugerido a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

Recorde-se que já nas alegações finais, o Ministério Público havia pedido que os seis arguidos fossem condenados a trabalho comunitário, alegando que "seria exagerado para já colocar os jovens na prisão".

O procurador do processo considerou, porém, que foi um "crime assustador" pela "violência colocada na agressão", filmada por alguns dos arguidos e depois colocada no Facebook, onde se vê as duas raparigas a baterem numa terceira, enquanto os cinco rapazes arguidos assistem, alguns incitam e dois registam as imagens em telemóveis.