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PJ procura pedreiros que torturaram idosa até à morte em assalto

PJ procura pedreiros que torturaram idosa até à morte em assalto

Dois pedreiros de nacionalidade brasileira são procurados pelas autoridades policiais no âmbito da investigação à morte de Blandina Braga, de 89 anos, que foi assassinada durante um assalto à residência que partilhava com uma amiga, na Rua Dr. Oliveira Ramos, em Lisboa, perto da Avenida Morais Soares, segunda-feira de manhã.

Miquelina Silva, de 83 anos, que há 50 anos partilhava com a vítima mortal o apartamento, no rés do chão esquerdo do número 27, está internada em estado grave, por também ter sido agredida.

Segundo Cristina Fernandes, uma vizinha, as idosas aguardavam na manhã de segunda-feira "pelos senhores que iam fazer obras no teto da casa". "A dona Blandina estava sempre deitada. A dona Miquelina é que pode ter aberto a porta. Teria de ser alguém de quem estariam à espera", disse.

As idosas não terão gostado da dupla que foi contratada pelo senhorio. Ainda assim, acederam ao arranque das obras, até porque o mais evidente seria contratar um morador no próprio prédio que tem uma empresa de construção civil, apurou o JN.

Miquelina terá sido a primeira a ser agredida violentamente, perdendo os sentidos, cerca das 11 horas. O JN sabe que Blandina acabou por ser sufocada com um lençol impregnado de uma substância semelhante a diluente, no quarto onde vivia acamada.

O alerta foi dado pela idosa sobrevivente, que saiu para a rua assim que recuperou os sentidos. "A cara dela estava irreconhecível. Esta rua está terrível. Até eu já fui roubada", admitiu Maria do Céu Ferreira, com Lucinda Lurdes, amigas da vítima.

Já António Marques, que reside no andar de cima, mostrou-se amedrontado com o cenário. "Era uma senhora [Blandina] que me pedia muitas vezes para a ajudar a falar no Skype. Espero que encontrem esses bandidos".

Há um ano, uma vizinha de Blandina Braga, uma idosa que vivia na cave esquerda, foi também visitada por pedreiros contratados pelo senhorio, para a realização de obras de conservação. Após aquele encontro, a idosa acabou por alegadamente pôr termo à vida

"Nunca abriam a porta se não conhecessem a pessoa. Seja quem foi que fez isto, já tinha estado lá em casa, senão não entrava"