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PJ tem nova sede mas persistem os "problemas antigos" do pessoal

PJ tem nova sede mas persistem os "problemas antigos" do pessoal

O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, Carlos Garcia, afirmou que esta polícia passou a dispor de um novo edifício-sede, mas sem resolver os "problemas antigos" do pessoal.

"Este edifício podia ser uma ocasião-chave para uma mudança de ciclo, para um virar de página na PJ, mas estamos apreensivos (...) porque, de facto, temos um edifício novo, mas os mesmos problemas antigos", disse Carlos Garcia.

No dia em que a nova sede da PJ, no valor de 87 milhões de euros, foi inaugurada pelo primeiro-ministro e pela ministra da Justiça, o dirigente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) admitiu existir um "sentimento misto", porque a obra "é interessante", mas, por outro lado, existe a perceção dos funcionários de que, nos últimos cinco, seis anos, o "único objetivo que existia" era inaugurar o novo edifício, descurando que o "mais importante na PJ são as pessoas".

"A mais valia da PJ, o verdadeiro edifício da PJ, são as pessoas que aqui trabalham", enfatizou Carlos Garcia, observando que "todos os problemas que existem há mais de uma década estão por resolver".

Nas suas palavras, os funcionários da investigação criminal "continuam a trabalhar à noite de forma gratuita, a ter um trabalho subremunerado e sem perspetiva de carreira", tudo isto aliado à "falta de meios" de vária índole.

Um parque automóvel antigo, um sistema informático obsoleto e um défice de meios humanos e técnicos foram outros aspetos abordados pelo presidente da ASFIC, que alertou para os problemas financeiros que em breve irão surgir com o orçamento que foi atribuído este ano à PJ.

Concentração de serviços

O novo edifício-sede da Polícia Judiciária (PJ), que concentra os serviços desta polícia num único local, associa as antigas instalações da PJ na Gomes Freire (20 mil m2) ao novo e moderno edifício (80 mil m2), de cor branca, erguido em terreno contíguo, onde funcionava a Faculdade de Medicina Veterinária.

O novo edifício-sede vai permitir concentrar serviços da PJ que estavam dispersos por seis outros prédios de Lisboa, incluindo a unidade de combate ao banditismo/terrorismo e a unidade de combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira.

A ideia, segundo fonte do Ministério da Justiça, foi concentrar todos os serviços da PJ, que estavam espalhados por Lisboa, num único edifício, com exceção da Escola Superior de Polícia, que continuará a funcionar no Barro, Loures.

No novo edifício-sede da PJ, construído pela OPWAY e que dispõe de um heliporto, falta ainda concluir o Laboratório de Polícia Científica e as carreiras de tiro, o que deverá acontecer até maio.

A adjudicação da obra à OPWAY por concurso público, foi feita pelo ministro socialista Alberto Martins, tendo a atual ministra concretizado o projeto, após renegociar valores com a construtora.

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