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Quatro detidos nas fraudes das farmácias ficam presos

Quatro detidos nas fraudes das farmácias ficam presos

Quatro dos detidos no âmbito da operação "Remédio Santo" que desmantelou um esquema de fraude no Serviço Nacional de Saúde vão ficar em prisão preventiva. O tribunal decretou ainda que outros três detidos ficarão em prisão domiciliária e os três restantes ficam sujeitos a apresentação periódica às autoridades até ao julgamento.

A decisão foi anunciada esta sexta-feira pelo Tribunal de Instrução Criminal, concluindo, assim, o processo de inquérito a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação penal.

Entre os 10 detidos na operação estão um médico e uma médica de família que trabalham Cabeceiras de Basto, quatro delegados de informação médica e um décimo indivíduo que fazia a ligação entre todos. Foram estes os alvos da operação "Remédio Santo", da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária, com buscas e detenções no Norte e no Centro do país.

Os detidos são suspeitos de crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e corrupção. Tanto prejudicavam o erário público como os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Segundo fonte policial, "o prejuízo do Estado pode ascender a mais de 50 milhões de euros", pois este comparticipava várias vezes as mesmas embalagens de medicamentos, que eram escolhidos pelos suspeitos por serem muito caros - na ordem das centenas de euros - e terem comparticipações até 95%.