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Sónia Brazão condenada a três anos de prisão

Sónia Brazão condenada a três anos de prisão

A atriz Sónia Brazão foi condenada, esta sexta-feira, a três anos de prisão com pena suspensa pela explosão do seu apartamento, em 2011. O Tribunal de Oeiras considerou que a atriz agiu com dolo ao ligar os bicos do fogão e considerou provado que esta quis pôr termo à vida.

A atriz estava acusada de libertação de gases asfixiantes por conduta negligente com intenção de se suicidar.

O Ministério Público pedia uma pena de prisão não inferior a quatro anos para Sónia Brazão, por considerar que ficou provado que os bicos do fogão foram ligados propositadamente para expelir gás "com o propósito de fazer explodir a sua habitação e a dos vizinhos".

A atriz sofreu queimaduras de 2.º e 3.º graus no corpo e esteve internada com prognóstico muito reservado.

Para a procuradora do Ministério Público, "apenas se aceita a suspensão se tiver acompanhamento médico psiquiátrico por todo o período que for determinada a suspensão".

Já a defesa da atriz considera que as dúvidas sobre o que aconteceu no dia da explosão "não foram esclarecidas" e que tudo se tratou de "um lamentável acidente" e pediu a absolvição de Sónia Brazão.

O advogado contestou ainda a tese do Ministério Público segundo a qual a atriz pretendia pôr termo à vida, alegando que Sónia Brazão "é uma pessoa positiva", que se envolvia com a comunidade que a rodeia.

A 3 de junho de 2011, uma explosão ocorrida no 4.º andar do número 73 da Avenida da República, em Algés, na casa da atriz, causou dois feridos e provocou estragos em dezenas de viaturas e várias casas vizinhas.

Segundo os exames toxicológicos realizados ao sangue e à urina, a atriz acusou, um dia após a explosão, 0,98 gramas/litro (g/l) de álcool no sangue, além de substâncias canabinoides, opiáceos e benzodiazepinas (ansiolíticos).

Perante estes dados, os responsáveis pelas análises concluíram que a arguida, no momento do incidente, teria uma taxa de 4,27 g/l de álcool no sangue.

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