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Taxista acusado de crimes de especulação e furto

Taxista acusado de crimes de especulação e furto

Um taxista que cobrava aos clientes quantias superiores às do tarifário em vigor vai ser julgado por nove crimes de especulação e dois crimes de furto simples, indica a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa na sua página da internet.

"O Ministério Público deduziu acusação requerendo o julgamento em tribunal coletivo", porque "ficou indiciado que este arguido, enquanto motorista de táxi, cobrou quantias acima do legalmente previsto no sistema tarifário em vigor por serviços prestados, fazendo-o sem ligar o taxímetro e entregando faturas de recibo de outros veículos", lê-se na nota da PGDL.

Entre dezembro de 2010 e setembro de 2011, o arguido, que se encontra em prisão preventiva devido a outro processo, cobrou a pelo menos oito clientes que transportou do aeroporto de Lisboa para diversos pontos da cidade quantias muito superiores às que lhe eram devidas, concluiu uma investigação dirigida pela 5.ª secção do DIAP de Lisboa e executada pela PSP.

Por exemplo, a 25 de fevereiro de 2011, cobrou a um cliente que transportou para o Marquês de Pombal 35 euros, em vez de 7,5; a 9 de maio do mesmo ano, cobrou a outro cliente 45 euros para o levar ao Centro Cultural de Belém, em vez de 10,35; e a 15 de setembro, cobrou a um outro que transportou para um hotel da capital 55 euros, em vez dos 6,90 devidos.

O nono crime de especulação de que é acusado é na forma tentada, já que foi surpreendido pela PSP a transportar clientes do aeroporto de Lisboa com o taxímetro desligado "e só por isso não logrou cobrar preços ilegais", indicou a PGDL.