Crime, lei e justiça

Tribunal rejeita uso de escutas com José Sócrates

Tribunal rejeita uso de escutas com José Sócrates

Os juízes do caso Face Oculta rejeitaram, esta sexta-feira, a relevância das escutas entre Armando Vara e o ex primeiro-ministro José Sócrates.

Na leitura do acórdão do processo de corrupção, o juiz Raul Cordeiro recusou declarar a nulidade invocada pelo arguido Paulo Penedos, advogado e filho do ex-presidente da REN, que pretendia ter acesso a tais conversações para exercer o seu direito de defesa.

As escutas, recorde-se, foram consideradas irrelevantes, mesmo como indícios de crime de atentado contra o estado de Direito, pelo então procurador-geral da República Pinto Monteiro e pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha Nascimento.

Raul Cordeiro disse que ouviu as escutas e confirmou que nada têm a ver com o objeto do processo Face Oculta. Só uma parte das escutas foi destruída. Outra parte ainda não.

Também Armando Vara requereu durante o julgamento o acesso a tais escutas, por causa de um episódio envolvendo o ex-presidente da CP Cardoso dos Reis.

O juiz também indeferiu, com os mesmos fundamentos, considerando não ter sido violado o direito de defesa.

Raul Cordeiro explicou que Armando Vara poderia ter chamado José Sócrates a depor e não o fez.