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Universidade Portucalense apresenta queixa-crime por burla de funcionária

Universidade Portucalense apresenta queixa-crime por burla de funcionária

A Universidade Portucalense, no Porto, deve avançar nos próximos dias com uma queixa-crime no Ministério Público contra uma funcionária que recorreu a um "sofisticado esquema de burla informática" para desviar dinheiro da instituição em proveito próprio.

A burla foi confirmada à Lusa pela professora da Universidade e membro da direção da Instituição, Cláudia Carvalho, que adiantou que os serviços jurídicos estão a ultimar a queixa e ainda a apurar algumas questões, como qual o total de verbas desviado e durante quanto tempo durou o crime confessado pela ex-funcionária, que entretanto se demitiu, depois de confrontada pela direção da instituição de ensino superior.

"Foi detetada uma situação de falsificação de documentos e burla informática", revelou a docente da Universidade Portucalense (UP), acrescentando que foi "fortalecido o sistema de controlo interno" depois de detetada a situação que permitiu o crime.

A ex-funcionária em causa não acedia a contas bancárias nem assinava ou movimentava cheques, e trabalhava apenas com "dinheiro em caixa", explicou a docente, não tendo, por isso, desviado montantes suficientes para "colocar em causa o funcionamento da universidade".

O montante total desviado está ainda a ser apurado, não tendo sido dada qualquer indicação a esse respeito pela ex-funcionária que confessou o crime, adiantou a responsável da direção da UP.

"A universidade é a primeira interessada em esclarecer esta situação, que nos desagrada. É o nosso bom nome que está em causa. O esclarecimento é também uma forma de prevenir situações futuras", declarou Cláudia Carvalho.

Também a associação de estudantes da UP detetou recentemente um caso de burla, perpetrada pelo presidente, que também se demitiu depois de ter sido confrontado pelo tesoureiro da associação com a descoberta de documentos e assinaturas falsificadas.

Por a associação de estudantes ter autonomia jurídica, não implicando qualquer relação de gestão por parte da UP, a universidade está apenas a fazer um acompanhamento informal, para "ajudar a normalizar a situação".

Cláudia Carvalho referiu ainda que as verbas desviadas pelo ex-presidente da associação seriam "montantes muito pequenos".