Vale e Azevedo

Juiz Renato Barroso acusa Vale e Azevedo de dizer "falsidades"

Juiz Renato Barroso acusa Vale e Azevedo de dizer "falsidades"

O juiz Renato Barroso reagiu, esta quinta-feira, contra aquilo que diz terem sido "insinuações" e "falsidades" proferidas pelo ex-presidente benfiquista João Vale e Azevedo, em declarações na TVI que tivera eco noutros órgãos de comunicação social, esta semana.

Renato Barroso não desmentiu que "era ou é presidente da Casa do F.C. Porto em Lisboa", como afirmou Vale e Azevedo, mas garantiu que a sua "conhecida ligação ao F.C. Porto" não o condicionou enquanto juiz. Sugerir o contrário é uma "insinuação torpe e inadmissível, que atinge, de forma intensa, a indispensável imparcialidade que é devida a qualquer juiz", acrescenta, em comunicado.

A gravidade de tal comportamento de Vale e Azevedo é acrescida pela circunstância do arguido, "lamentavelmente, se esquecer de referir" que no acórdão em que o juiz o condenou a sete anos e meio de prisão foi também absolvido do crime de abuso de confiança fiscal (processo julgado em conjunto com o processo Dantas da Cunha ), absolvição essa que "se estendeu à instituição Sport Lisboa e Benfica, que ali também era arguida".

O juiz também refuta alegados erros nos mandados de detenção. A partir de Londres, o ex-presidente do Benfica afirmou: "Não sei se tem alguma coisa a ver com clubites uma pessoa que era ou é presente do F.C. Porto em Lisboa cometeu um erro no primeiro mandado de captura, a mesma coisa no segundo e o terceiro serviu para justificar tudo isso. Tudo tem sido feito para justificar os erros do juiz Barroso", concluiu Vale e Azevedo.

Renato Barroso respondeu que é "grosseiramente falso que tenha sido, pelo signatário, cometido qualquer erro na passagem dos mandados de detenção europeus a que o arguido aludiu nas suas declarações".

De resto, o juiz disse estranhar ser ainda referido por Vale Azevedo, "quando a decisão de extradição proferida na passada semana pelo Tribunal de Londres tem por base um outro mandado de detenção europeu", não emitido por ele, Renato Barroso, mas por um outro magistrado, da 4ª Vara Criminal de Lisboa.

Renato Barroso sugere que, além do esclarecimento público prestado, esta quinta-feira, vai processar Vale e Azevedo por difamação. "Desde já deixo consignado que me reservo o direito de, no local próprio, fazer valer a legitima defesa da minha honra profissional, como juiz independente e imparcial que me orgulho de ser", escreveu o magistrado.

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