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Más condições técnicas adiam depoimentos de caso do Meco para dia 17

Más condições técnicas adiam depoimentos de caso do Meco para dia 17

Os depoimentos das técnicas do IPMA que realizaram exames às roupas de João Gouveia, dux da Lusófona, no âmbito da investigação à tragédia do Meco, foram interrompidos e adiados para dia 17 às 10 horas, no tribunal de Setúbal.

Os testemunhos foram interrompidos devido às más condições técnicas que dificultavam a audição por videoconferência, disso o advogado das famílias.

À tarde, e durante mais de duas horas, foi ouvido um perito do Instituto de Medicina Legal. Segundo o advogado das famílias, o técnico admitiu que "dificilmente alguém conseguia sobreviver mais do que dois minutos dentro de água, sem conseguir respirar", mas não se comprometeu com o caso concreto que envolve João Gouveia, dux da Lusófona.

Aos jornalistas, o advogado das famílias, Vítor parente ribeiro, disse que "não existe nos relatórios médicos a referência a qualquer lesão ou indício que comprove que João Gouveia esteve no mar". Mas reconheceu: "não quer dizer que não tenha estado". Admitiu, contudo, que o perito falou em "abstrato" e que o seu depoimento não foi conclusivo.

O depoimento da testemunha teve lugar à porta fechada, pelo que foram os advogados das partes que fizeram o relato aos jornalistas. Paula Brum, advogada de João Gouveia, considerou que o depoimento não trouxe nada de novo e em nada contradiz o que tem sido dito pelo dux, sobre o facto de ter estado dentro de água a tentar ajudar os seis colegas que acabaram por falecer na praia do meco.

"O que o perito disse foi que não era possível sobreviver, se ele tivesse entrado em pânico ou numa situação em que aspirasse pelo nariz água salgada. Se não tivesse entrado água diretamente para os pulmões, apenas para o estômago, podia estar muito mais tempo dentro do mar", disse Paula Brum.

A audição das testemunhas dia 17 será feita presencialmente.