Crise Financeira

Militares da GNR manifestam-se hoje em Lisboa

Militares da GNR manifestam-se hoje em Lisboa

Os militares da GNR manifestam-se, esta quarta-feira, em Lisboa, para exigirem a resolução de problemas que se arrastam há algum tempo, e protestarem contra medidas previstas na proposta de Orçamento do Estado, como a suspensão da passagem à reserva.

A manifestação, que começa às 17.30 horas nos Restauradores, em Lisboa, e termina na Assembleia da República, é promovida pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), que pretende reunir militares de todo o país.

O presidente da APG, César Nogueira, disse à agência Lusa que o protesto vai terminar na Assembleia da República, porque o Ministério da Administração Interna "anda de costa voltadas com a associação mais representativa da GNR", além de ser no parlamento que são aprovadas as leis, existindo muitas delas ainda "por cumprir".

Na origem dos protestos estão as promoções em atraso, pagamentos de retroativos de janeiro de 2010, relacionados com as tabelas remuneratórias, e a falta de um horário de trabalho, questões que, segundo César Nogueira, "ainda não foram resolvidas".

Por estes motivos, os militares da GNR sentem-se "duplamente prejudicados", já que sentem as medidas de austeridade, como os restantes portugueses, mas também há um conjunto de problemas que se arrastam há algum tempo, adiantou.

Os militares da GNR vão também manifestar-se contra algumas medidas previstas na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2013, como a suspensão da passagem à reserva.

O presidente da APG afirmou que a possibilidade de os militares da GNR passarem à reserva aos 55 anos ou aos 36 anos de serviço é um "regime de exceção" e "uma contrapartida", devido ao desgaste da profissão, e de trabalharem mais do que o dobro de qualquer outro funcionário público.

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Segundo o Comando-Geral da GNR, são cerca de 800 os militares que estão em condições de passar à reserva em 2013.

César Nogueira disse ainda à Lusa que é esperada "uma grande adesão" à manifestação desta quarta-feira, devido "ao descontentamento" dos militares da GNR, estando prevista a deslocação a Lisboa de autocarros de vários locais do país.

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