Submarinos

Ministério Público pede colaboração de Paulo Portas e Aguiar Branco

Ministério Público pede colaboração de Paulo Portas e Aguiar Branco

O Ministério Público vai solicitar a colaboração do antigo ministro da defesa Paulo Portas e do atual titular da pasta, Aguiar Branco na investigação sobre a compra de dois submarinos pelo Estado português a um consórcio alemão.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) anunciou hoje que vão ser realizadas novas diligências no caso dos dois submarinos comprados pelo Estado português e que vai solicitar a colaboração dos anterior e atual ministros da Defesa.

"Novas diligências serão realizadas, designadamente solicitando a colaboração de anterior e do actual Ministro da Defesa", indica um comunicado.

Questionado pela Lusa sobre se o anterior ministro da defesa a quem pretende pedir colaboração na investigação do caso é Paulo Portas, atual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiro, a resposta foi afirmativa.

O negócio dos submarinos foi concretizado em 2004 durante o mandato de Paulo Portas.

A nota do DCIAP recorda que, entre 21 de abril de 2008 e 13 de novembro de 2009, pesquisaram e analisaram documentos vários que se encontravam dispersos por diversos departamentos do Ministério da Defesa e arquivos, com a "total colaboração e disponibilidade" dos ministros da época.

"Continua a faltar o 'dossier' histórico contendo a documentação relativa aos concursos que antecederam a celebração dos contratos, contrapartidas e financiamentos", acrescenta a informação hoje enviada à comunicação social.

A nota hoje divulgada pelo DCIAP afirma ainda que o processo, em que se investigam eventuais ilícitos de corrupção, tráfico de influência e prevaricação, "prossegue os seus termos, aguardando-se resposta a diversas cartas rogatórias emitidas para vários países". Este mês foi noticiado o alegado desaparecimento de documentos relacionados com a compra os submarinos do Ministério da Defesa.

Na altura, numa reação à notícia, o atual ministro, Aguiar Branco, disse desconhecer quais os documentos relativos que alegadamente desapareceram do Ministério da Defesa, mas afirmou-se "totalmente colaborante" para esclarecer o que fosse necessário.

Já Paulo Portas, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS-PP, desvalorizou a polémica, considerando que as notícias sobre este assunto "emergem quando convém e submergem quando deixa de interessar".