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Mudam posição de câmara para não serem vistos a explodir multibanco

Mudam posição de câmara para não serem vistos a explodir multibanco

A câmara de videovigilância que permite recolher imagens da caixa Multibanco que esta madrugada foi assaltada com recurso a explosivos em Lavra, Matosinhos, foi mudada de posição antes do assalto para que nada ficasse registado.

Alberto Quaresma, um dos responsáveis da Confeitaria Pinhais D'Agudela, onde estava instalada a caixa Multibanco, afirmou à Lusa que os assaltantes "viraram a câmara ao contrário, para o lado do prédio", para assim evitarem qualquer filmagem.

"Foi um estrondo muito grande" aquele que se ouviu na zona pelas 3.10 horas, explicou, acrescentando que uma vizinha "disse ter visto três encapuzados a correrem para um carro" pouco depois do assalto.

Alberto Quaresma afirmou que "até os tetos da casa de banho da confeitaria voaram" com a explosão.

Instalada numa fachada de vidro da zona de fabrico da confeitaria, que ficou destruída, a caixa Multibanco estava hoje de manhã tombada e vazia, desconhecendo-se quanto dinheiro terá sido roubado pelos assaltantes.

Com a explosão, que "só pode ter sido feita com gás", disse Alberto Quaresma, "a caixa pesada" onde estava colocado o dinheiro "foi cair a cerca de 10 metros" de distância da fachada da confeitaria.

Os funcionários da confeitaria apenas começam a trabalhar pelas 4.30 horas, pelo que não deram conta de nada, mas o vigilante do prédio "também não viu nada e só se apercebeu de alguma coisa depois do barulho da explosão", concluiu o responsável.

No local estiveram elementos da GNR e da Polícia Judiciária.

Alberto Quaresma referiu que a PJ esteve a analisar a câmara de videovigilância, tentando ali apanhar impressões digitais.

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