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PJ confirma detenção do responsável pelo Tugaleaks

PJ confirma detenção do responsável pelo Tugaleaks

O responsável pelo site da internet "Tugaleaks" é um dos sete detidos, esta quinta-feira, pela Polícia Judiciária por crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e empresas privadas.

"Estamos a falar de alguém que estava associado a esse site (Tugaleaks) que também foi detido", disse o coordenador de investigação criminal da PJ Carlos Cabreiro, numa conferência imprensa para divulgar a operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, realizada pela Polícia Judiciária.

No âmbito da operação foram realizadas 24 buscas domiciliárias, nomeadamente ao "Tugaleaks", que se apresenta como um órgão de comunicação social inspirado no "Wikileaks", na região da Grande Lisboa e do Grande Porto e que resultou na detenção de sete pessoas e na constituição de 14 arguidos.

"A investigação procurou atribuir responsabilidade a um conjunto de atos, vulgarmente designados por ataques informáticos, mas que constituem prática de crimes informáticos praticados contra instituições do Estado e também a empresas privadas", adiantou Carlos Cabreiro.

O coordenador de investigação criminal da PJ sublinhou que em causa estão crimes que "podem constituir uma manipulação da página da instituição pública, mas também acesso a servidores, informações e base de dados dessas instituições".

Sobre a página da internet "Tugaleaks", indicou que se trata de um site que divulgou um conjunto de dados "precisamente relativos à prática dos crimes informáticos".

Durante as buscas ao "Tugaleaks" e detenção do seu responsável, estiveram presentes um elemento do Sindicato do Jornalistas, um juiz e um magistrado do Ministério Público, referiu.

Os detidos, que têm entre os 17 e os 40 anos, mantinham uma relação virtual e física, disse Carlos Cabreiro, acrescentando que os membros do grupo atuavam de forma organizada e tinham alguma hierarquia.

A operação permitiu a apreensão de dezenas de sistemas informáticos, que serão objeto de análise forense digital a efetuar pelo departamento especializado da Polícia Judiciária.

Carlos Cabreiro disse ainda que, com esta operação, a PJ "conseguiu perseguir facto a fato um conjunto de ataques que foram desenvolvidos ao longo do último ano".

A investigação teve início em abril de 2014 e as detenções ocorreram após a Diretoria de Lisboa da PJ, em articulação com o Gabinete do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR), desenvolver em vários pontos do território nacional, uma vasta operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, designadamente à atividade ilícita conhecida como "hacktivismo".

Na operação "Caretos" participaram 70 funcionários especializados, tendo a mesma visado apurar as responsabilidades criminais de grupos de cidadãos envolvidos, de forma reiterada, em crimes daquela natureza.