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Portucale: CDS-PP congratula-se com absolvição dos arguidos

Portucale: CDS-PP congratula-se com absolvição dos arguidos

O CDS congratulou-se, esta quinta-feira, com o acórdão do caso Portucale que absolveu todos os arguidos, sublinhando que sempre defendeu que, nem o partido nem os seus dirigentes ou funcionários tivessem qualquer prática que os "tivesse beneficiado".

"A Justiça produziu os seus resultados ao fim de sete anos, mas produziu o resultado que sempre dissemos que seria o único que poderia produzir, sendo arquivadas todas as acusações e, portanto, sendo provado que nem o CDS nem os seus dirigentes, nem os seus funcionários tivessem tido qualquer prática que fosse ilegal, que fosse crime ou que beneficiasse qualquer um deles ou o partido enquanto instituições", afirmou João Almeida.

O porta-voz do CDS-PP declarou aos jornalistas no Parlamento que "durante sete anos, o nome do CDS, de seus dirigentes e de funcionários foi posto em causa", mas que os democratas-cristãos sempre defenderam "a separação de poderes", esperando "que a Justiça produzisse os seus resultados".

Os 11 arguidos do caso Portucale, ligado ao abate ilegal de sobreiros para a construção de um empreendimento imobiliário e turístico em Benavente, foram absolvidos, esta quinta-feira, de todos os crimes de que estavam acusados.

A leitura do acórdão ocorreu nas Varas Criminais de Lisboa, depois de ter sido adiada por três vezes.

O caso Portucale tinha como principal arguido o empresário e ex-dirigente do CDS-PP Abel Pinheiro e relaciona-se com o abate de sobreiros na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projeto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES), por força de um despacho conjunto dos ministros do então Governo PSD/CDS Nobre Guedes (Ambiente), Telmo Correia (Turismo) e Costa Neves (Agricultura).

A investigação do caso Portucale envolveu escutas telefónicas e as conversas intercetadas deram origem a um outro processo (autónomo) relacionado com a compra por Portugal de dois submarinos ao consórcio alemão Ferrostal e cujo inquérito, também com contornos políticos, está por concluir há vários anos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).