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Professor condenado por abusar de alunas fica 10 anos suspenso

Professor condenado por abusar de alunas fica 10 anos suspenso

Nos próximos dez anos, o professor de Seia acusado de abusar sexualmente de três alunas menores não vai poder dar aulas. A decisão é do Tribunal de Seia que ainda condenou o docente a quatro anos e meio de prisão, embora com a pena suspensa.

O Tribunal de Seia condenou um professor, de 55 anos, a quatro anos e meio de prisão e suspendeu a pena. O docente lecionava Educação Visual no Agrupamento de Escolas Dr. Guilherme Correia Carvalho, em Seia, e foi acusado de ter abusado sexualmente de três alunas menores de idade. Além da pena de prisão suspensa, o professor "fica impedido de dar aulas nos próximos dez anos, quando estiverem em causa crianças".

O advogado do professor, que se recusou a prestar declarações, vai recorrer do acórdão, apurou o JN.

Aparentemente satisfeita com o desfecho do caso, a mãe de uma das alunas assediadas foi perentória: "Espero que esta decisão sirva de exemplo a outros indivíduos do género e à própria escola que, durante meses, fez de conta que nada se passava", referiu.

Recorde-se que, à data da denúncia, o presidente do Agrupamento de escolas Guilherme Correia de Carvalho, João Viveiro, integrava a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Seia. A "política de confessionário" da instituição foi invocada pelo dirigente para justificar a omissão de informação à escola que ainda hoje dirige.

Enviava mensagens pornográficas às alunas

A denúncia foi efetuada à CPCJ há cerca de ano e meio pela mãe de uma das alunas molestadas. Resumidamente, a instituição ficou a saber que "no ano letivo de 2009/2010, o professor usou a Internet e, particularmente, os meios de conversação online para enviar links, vídeos pornográficos e mensagens escritas sobre sexo a menores de 12 e 13 anos devidamente identificadas".

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Odete Branquinho, a assistente social que há sete anos preside à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em risco, apenas adiantou que Seia não era exceção e que o concelho teria registo de alguns casos de abuso sexual de crianças e pré-adolescentes.

"Ainda há pessoas que, por questões culturais, olham para a proteção das crianças como alguma coisa sem importância e consideram que o abuso sexual se resume ao contacto físico", sublinhou a responsável.

Os factos foram posteriormente comunicados ao Ministério Público que ordenou a investigação do caso e emitiu mandados de busca, dos quais resultou a apreensão do computador que o docente tinha em casa e de um portátil do estabelecimento de ensino, à guarda do professor indiciado.v

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