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Reclusos nas cadeias diminuem 1,3%

Reclusos nas cadeias diminuem 1,3%

O número de reclusos nas cadeias portuguesas diminuiu 1,3% desde o início do ano, totalizando atualmente os 13939 presos.

Segundo dados provisórios da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), o número de reclusos nas cadeias portuguesas, a 15 de outubro, era de 13939, menos 194 do que em 31 de dezembro de 2013, quando estavam detidos 14133.

Apesar desta ligeira diminuição, a sobrelotação mantêm-se, estando atualmente nos 11%, ou seja, ultrapassando em 1348 os lugares existentes.

Desde 2013 que o número de reclusos tinha vindo a aumentar, tendo atingido, no final do ano passado, o valor mais elevado desde 1999, ao chegar aos 14133.

De acordo com a DGRSP, o número total de presos a 15 de outubro registou uma diminuição, não tendo atingido os 14000.

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, disse à agência Lusa que as estatísticas são verdadeiras, existindo de facto "uma diminuição do número de reclusos", mas nas prisões os guardas prisionais não dão conta dessa diminuição, uma vez que a sobrelotação continua.

Jorge Alves adiantou que há uma série de fatores que podem contribuir para a ligeira diminuição do número reclusos, apesar de reconhecer que não é fácil "identificar as verdadeiras causas".

No entanto, o sindicalista apontou a descida da criminalidade participada, que se verifica desde 2008, e as alterações ao Código do Processo Penal, que começam a ter efeitos na taxa de ocupação das cadeias.

As férias judiciais, tendo em conta que a diminuição começou a verificar-se durante o verão, e o bloqueio na plataforma informática da justiça Citius são outros fatores avançados por Jorge Alves para a ligeira descida do número de reclusos nos estabelecimentos prisionais.

As estatísticas provisórias da DGRSP indicam também que 16,7% dos detidos estão em prisão preventiva e 17,7% são estrangeiros.

Dos 13939 reclusos, 822 são mulheres e 13188 homens.

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