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Ricardo Costa quer saber quem ordenou relatório sobre a sua vida pessoal

Ricardo Costa quer saber quem ordenou relatório sobre a sua vida pessoal

O diretor do Expresso, Ricardo Costa, disse, esta terça-feira, que quer saber quem ordenou um relatório sobre a sua vida profissional e pessoal e espera que essa resposta seja dada "ao mais alto nível".

O Expresso 'online' noticiou, esta terça-feira, que o antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e ex-administrador do grupo Ongoing, Jorge Silva Carvalho, tinha um relatório detalhado sobre a vida do diretor do semanário.

"O documento, a que o Expresso teve acesso, tem 16 páginas e contém informação pormenorizada sobre aspetos pessoais e profissionais de Ricardo Costa, incluindo relações afetivas, nomes, idades e escolas frequentadas pelos filhos menores, uma análise do seu perfil e dos seus aliados e adversários, bem como um historial desde os seus tempos do liceu", refere o semanário.

"Primeiro, tenho o direito de saber quem ordenou a realização deste relatório sobre mim, porque é que ordenou e para que fins e gostava que isto fosse respondido ao mais alto nível", afirmou Ricardo Costa, em declarações à agência Lusa.

"Não sei se o secretário-geral dos serviços de informação da República tem a noção de que estas coisas são feitas sobre os jornalistas", comentou o diretor do Expresso.

Em segundo lugar, "não faz sentido que os jornalistas sintam que, de alguma forma, estão eventualmente a ser espiados por autoridades públicas, ainda muito menos quando depois esses serviços têm relações com interesses privados mais ou menos obscuros", acrescentou Ricardo Costa.

De acordo com informação divulgada pelo semanário na sua página na Internet, "uma parte do material registado é de conhecimento público, acessível através da pesquisa em jornais e na Internet, mas há factos que só podem ter sido obtidos através de investigação ou por acesso a fontes fechadas. O Expresso não conseguiu apurar quando é que o relatório foi produzido ou a pedido de quem".

O antigo chefe do SIED está acusado de acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e violação de segredo de Estado.

Outro dos arguidos do caso das 'secretas' é o presidente do grupo de 'media' Ongoing, Nuno Vasconcellos, que o Ministério Público acusou de corrupção ativa.

Jorge Silva Carvalho pediu a exoneração do cargo de diretor do SIED a 08 de novembro de 2010, tendo, a 2 de janeiro de 2011, iniciado funções na Ongoing, mas manteve contactos regulares com dirigentes intermédios do SIED que promovera ou apoiara e continuou a ter acesso a documentação daqueles serviços.

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