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Tribunal mantém prisão preventiva para suíço Michel Canals

Tribunal mantém prisão preventiva para suíço Michel Canals

O Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) manteve em prisão preventiva o suíço Michel Canals, detido por alegados crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, disse hoje à Lusa fonte judicial.

Michel Canals, alegado cabecilha de uma rede, está em prisão preventiva desde 19 de maio, juntamente com outro dois arguidos - Nicola Figueiredo e Francisco Canas-, existindo ainda José Pinto a quem foi estipulada uma caução de 200.000 euros e determinada a proibição de ser ausentar do país até a pagar e de contactar com os outros suspeitos.

O juiz Carlos Alexandre, do TCIC, decidiu renovar a medida de coação aplicada há três meses, no seguimento da reavaliação trimestral prevista para todos os arguidos submetidos a medidas de coação privativas de liberdade.

Os quatro arguidos, detidos, em maio, pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e pela Inspeção Tributária, faziam parte de uma rede que operava a partir da Suíça, aproveitava o BPN de Cabo Verde e era usada "por empresários, advogados e políticos, como Duarte Lima".

Entre os detidos, estão três sócios de uma empresa suíça - a Akoya Asset Management -, que oficialmente geriam e faziam aplicações de fortunas de clientes portugueses, mas na verdade angariavam clientes para bancos da Suíça e "atuavam como testas de ferro, criando empresas 'offshore' nas quais era colocado o capital, em manobras de fuga ao fisco e branqueamento de capitais".

Na ocasião, segundo disse à agência Lusa uma fonte da unidade de ação fiscal da Guarda Nacional Republicana, a operação foi desencadeada no âmbito ou na sequência da operação "Furacão".

O juiz Carlos Alexandre decidiu também manter Duarte Lima em prisão domiciliária, medida de coação em vigor desde maio, depois de o ex-líder parlamentar da PSD ter passado meio ano em prisão preventiva por suspeita da prática dos crimes de burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, num caso relacionada com a compra de terrenos em Oeiras com dinheiros do Banco Português de Negócios (BPN).

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