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Açores é a região mais católica do país

Açores é a região mais católica do país

Os Açores é a região mais católica do país e onde mais se reza, revela um estudo apresentado, esta quarta-feira, em Fátima, realizado pela Universidade Católica, patrocinado pela Conferência Episcopal Portuguesa.

Na Região Autónoma dos Açores, "temos 91,9% de católicos, num quadro claro da região mais compactamente católico do universo da geografia das identidades em Portugal", disse o coordenador do inquérito, Alfredo Teixeira.

No caso dos Açores e da Madeira, regiões nas quais o inquérito se centrou, "a afirmação católica faz decrescer significativamente a presença de minorias religiosas", enquanto "a Madeira apresenta a menor diversidade religiosa", sublinha.

Nas regiões autónomas sobressai entre os católicos um ligeiro predomínio das mulheres sobre os homens, pode ler-se no documento que regista "o catolicismo mais jovem nas ilhas do que no continente.

Nos Açores, a proporção mais elevada de católicos situa-se no escalão etário entre os 15 e os 24 anos (21,2%) e, no arquipélago da Madeira, entre os 25 e os 34 anos (22,5%), enquanto no Portugal continental o maior número de católicos encontra-se na faixa etária daqueles que têm mais de 65 anos.

O estudo complementa o inquérito nacional apresentado em abril, intitulado "Identidades Religiosas em Portugal: representações, valores e práticas", realizado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa.

O inquérito realizado a cerca de quatro mil pessoas com pelo menos 15 anos revelou, então, que há cada vez menos católicos em Portugal e cada vez mais protestantes/evangélicos e Testemunhas de Jeová.

O estudo, que pretendia perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, revelou que, nos últimos onze anos, os católicos no continente diminuíram 7,4 %, passando de 86,9% da população para 79,5%.

Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, o inquérito demonstrou que duplicou a percentagem de pessoas com uma religião diferente da católica (2,7% em 1999 para 5,7%), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 14;2%), um aumento que se sentiu em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7 para 3,2; os agnósticos de 1,7 para 2,2 e os ateus de 2,7% para 4,1%.

Entre a população crente com religião, a grande maioria continua a ser católica, mas tem vindo a reduzir o seu peso: no final do século passado representavam a quase totalidade dos crentes com 97%, enquanto agora esse grupo representa 93,3%.

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