Sociedade

Adiado julgamento de suspeitos do assassínio de família portuguesa na África do Sul

Adiado julgamento de suspeitos do assassínio de família portuguesa na África do Sul

O julgamento de três homens suspeitos do triplo homicídio de uma família luso-descendente no sul de Joanesburgo foi adiado para 18 de Novembro no tribunal de Vereeniging, a sul de Joanesburgo.

Os três arguidos foram sexta-feira presentes ao tribunal, na segunda audiência preliminar do caso, tendo o magistrado confirmado as prisões, sem direito a libertação sob caução.

Um dos arguidos foi detido no dia seguinte à descoberta, numa residência de Walkerville, dos corpos sem vida de António, Geraldine e Amaro Viana, em 2 de Outubro, enquanto o segundo arguido viria a ser detido no final dessa semana e o terceiro mais recentemente, disse o porta-voz dos serviços de polícia sul-africanos, tenente-coronel Lungelo Dlamini.

Os três, um dos quais é filho de uma ex-empregada doméstica das vítimas, foram acusados de assalto a residência, violação e três homicídios.

O triplo homicídio de António, de 50 anos, um filho de portugueses oriundos do norte de Portugal, a sua mulher Geraldine, de 46 anos, de origem sul-africana, e do filho Amaro, de 13 anos, provocou uma onda de indignação na opinião pública sul-africana.

Residentes do bairro de Walkerville levaram a cabo uma marcha de pesar pelas três vítimas, bem como por outras três vítimas recentes de criminalidade violenta na zona.

Walkerville caracteriza-se por ser uma área de transição entre o mundo rural e urbano às portas de Joanesburgo. Paredes-meias com propriedades residenciais, abundam na área viveiros de plantas, escolas de equitação, hortas e pequenas e médias explorações agrícolas.