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Aprovado primeiro medicamento que previne a SIDA

Aprovado primeiro medicamento que previne a SIDA

Os EUA aprovou o primeiro medicamento que previne o vírus do VIH/SIDA. O Truvada destina-se a pessoas que não estão infetadas com vírus mas que têm uma grande probabilidade de contaminação.

A Food and Drug Administration (FDA), agência de proteção do consumidor nos EUA, aprovou, na segunda-feira, o primeiro medicamento que previne o vírus do VIH/SIDA. O Truvada tem um efeito preventivo e, por isso, destina-se a pessoas que não estejam infetadas mas que tenham uma grande probabilidade de contrair o vírus. Neste grupo encontram-se pessoas com uma atividade sexual de risco ou casais em que um dos elementos é seropositivo.

O Truvada é comercializado desde 2004 mas, a partir de agora, a Gilead Sciences recebeu autorização para o vender como o primeiro medicamento preventivo do vírus VIH.

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Ao contrário do que se pensava, este não pode ser prescrito a pessoas infetadas com VIH pelo facto de o vírus criar resistências ao medicamento e agravar a doença.

O medicamento também tem diversos efeitos secundários mas é tanto mais eficaz se for tomado de uma forma regular.

A aprovação deste medicamento é um grande passo na luta contra a SIDA. Especialistas da área referem que é "um avanço não só na terapia médica como também é um percursor de outras medidas preventivas".

Ainda assim, há quem acredite que o Truvada vai dar às pessoas uma falsa sensação de proteção e, por isso mesmo, reduzir a utilização de preservativos - a forma mais segura de evitar o contágio.

Cientistas da FDA acreditam que esta situação não irá ocorrer e defendem que ao terem acesso ao medicamento, as pessoas irão receber todo o aconselhamento necessário. Os especialistas também afirmam que um tratamento com Truvada ficará muito mais barato ao estado norte-americano do que custear os tratamentos a pacientes seropositivos.

A par deste medicamento, a Gilead Sciences lançou no mercado o primeiro teste VIH/SIDA a poder ser usado sem prescrição médica. O teste não é 100% fiável mas vai poder ser usado por pessoas que, de outra forma, não teriam acesso a testes.

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