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Assunção Esteves descreve como "herói" bombeiro falecido em Miranda do Douro

Assunção Esteves descreve como "herói" bombeiro falecido em Miranda do Douro

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, descreveu, esta segunda-feira, como um herói" o bombeiro que morreu no combate a um incêndio em Miranda do Douro, deixando um "abraço de sentido pesar" à família e corporação numa mensagem de condolências.

Na nota de condolências enviada esta segunda-feira, Assunção Esteves descreve o bombeiro António Nunes Ferreira como "um herói que perdeu a vida no exercício de um dever que nos serviu a todos".

"Guardaremos a sua memória e o seu exemplo. E o exemplo de uma coragem necessária em todas as frentes de luta", diz a presidente da Assembleia da República.

Na mensagem, Assunção Esteves aproveita ainda para deixar à família do bombeiro falecido e à corporação de que aquele fazia parte um "abraço de sentido pesar".

O bombeiro de 45 anos que se encontrava internado no Hospital da Prelada faleceu na madrugada de domingo, não resistindo às queimaduras que lhe cobriam mais de 90% do corpo, referiu fonte hospitalar.

António Nuno Ferreira, operador de central no quartel dos bombeiros de Miranda do Douro, era casado e deixa um filho menor. O bombeiro era natural de São Martinho de Angeira, uma aldeia próximo do local do incêndio.

O bombeiro apresentava um quadro clínico "muito grave", com disfunção cardiopulmonar, não tendo resistido à gravidade das queimaduras.

Segundo o Hospital da prelada, um outro bombeiro, de 25 anos, que também ficou ferido, mantinha hoje uma situação clínica "muito grave" e um prognóstico"muito reservado".

As queimaduras de um terceiro bombeiro, de 32 anos, transferido na sexta-feira à tarde do Hospital de Bragança para a Prelada, continuavam a evoluir "favoravelmente" e o seu prognóstico era "favorável".

Os bombeiros ficaram feridos na quinta-feira, num incêndio em Miranda do Douro, dado como dominado às 19:51, que provocou ferimentos ligeiros a mais três elementos da corporação.

Os membros da corporação foram surpreendidos numa mudança brusca de vento e ficaram encurralados no meio do fogo, entre Cicouro e São Martinho de Angeira, junto à fronteira com Espanha, contou à agência Lusa o comandante Luís Martins.

As chamas destruíram também o veículo do dispositivo de combate a incêndios onde os bombeiros se deslocavam.