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Bebé portuguesa no Dubai enfrenta dia decisivo

Bebé portuguesa no Dubai enfrenta dia decisivo

A infeção no intestino da bebé portuguesa que nasceu prematura no Dubai continua a subir e a mãe diz que a Gui precisa de muitas energias positivas. "O dia de hoje vai ser decisivo".

O estado de saúde da bebé portuguesa internada num hospital do Dubai não deu sinal de melhoras, de ontem para hoje. "Olá a todos, as noticias não são muito boas..." escreveu a mãe, Genny Queiroz.

"A infeção do intestino continua a subir e já estão a dar outro antibiótico, mais forte", escreve a mãe da criança, numa mensagem colocada esta manhã na página do Facebook de angariação de fundos para pagar os tratamentos da criança, que ascendem a cerca de mil euros por dia.

"Desde ontem que não faz xixi e tudo indica que os rins estão a parar", escreve Genny Queiroz. "Pelas palavras do médico só nos resta esperar e tanto ela pode recuperar ou não aguentar, tudo depende dela", acrescenta a mãe da pequena Gui, que nasceu prematura, com 25 semanas, num hospital do Dubai.

"A segunda preocupação é ela não fazer cocó e acusar no RX bocados acumulados que se sentem ao toque", diz a mãe, salientando que há procedimentos que a equipa médica vai tentar.

"O dia de hoje vai ser decisivo..." escreve Genny Queiroz. "Peço a todos que rezem pela minha Gui...", acrescenta. "Só me resta esperar e rezar", diz, agradecendo o apoio que tem recebido.

Há alguns dias, a família soube que a bebé estava em lista de espera para um hospital público do Dubai, bastante mais barato. Atualmente, a despesa diária é de cerca de mil euros e o casal Queiroz angariou cerca de 100 mil euros em donativos.

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Genny Queiroz recebeu, terça-feira, a visita, no hospital do ministro Miguel Poiares Maduro, mas queixou-se da proposta de apoio do Estado português. Segundo a mãe da bebé, foi sugerido que os familiares diretos prestem ajuda financeira. "Não posso pedir à minha mãe e à minha avó para hipotecarem as casas delas", declarou.

"A ajuda que nos dizem oferecer de facto é um empréstimo que nós (eu, o meu marido, familiares diretos e ascendentes) teremos que pagar para toda a vida", assinalou a mãe da menina.

O JN pediu explicações ao secretário da Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, que se mostrou muito consternado com o estado da bebé, explicando que estão a ser seguidas, para este caso, as mesmas regras que para outros problemas de portugueses expatriados.

"A primeira solução apresentada foi trazer a menina para cá e ninguém lhe disse se ia ou não ter que pagar. Por razões clínicas e também por vontade dos pais, não foi possível fazer essa operação", disse, afirmando que o Governo pediu à família informação sobre a sua situação financeira - incluindo acesso às contas criadas para receber donativos - para avaliar a dimensão da ajuda necessária.

Contudo, declarou o governante, "há regras muito objetivas para estes casos", que se aplicam a outras situações de portugueses emigrados e que também solicitaram ajuda ao Estado português. "Nunca lhes propusemos soluções que os hipotecassem para toda a vida. Há muitas coisas que se podem fazer, como contactos diplomáticos, que estão a ser feitos. Mas temos que perceber que o Dubai tem cinco milhões de estrangeiros", indicou.

José Cesário disse que a família da bebé "tem toda a solidariedade do Estado", e que compreende o desespero dos pais. Na sua declaração muito emocionada no Facebook, a mãe da bebé declarou preferir "esgotar todo o dinheiro e depois entregar-se às autoridades".

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