Sociedade

Bombeiros concentrados numa das quatro frentes ativas do fogo de Cachopo

Bombeiros concentrados numa das quatro frentes ativas do fogo de Cachopo

Os bombeiros que combatem o incêndio que lavra desde quarta-feira na zona de Cachopo, em Tavira, estão concentrados em travar a propagação de uma das quatro frentes que continuam ativas.

O comandante Paulo Sedas, adjunto para as Relações Públicas do posto de comando instalado no local, afirmou que, "neste momento, mantêm-se quatro frentes ativas, mas a mais preocupante é a que está na zona das Alcarias, em direção a São Brás de Alportel".

O comandante explicou que, apesar da intensidade moderada do vento, a direção para onde sopra tem rodado e vai reativando as frentes, estando neste momento a atingir mais a que se encontra na zona das Alcarias.

"O maior desafio é controlar essa frente que está mais ativa. Está a ser feito um 'briefing' com os chefes de grupo para definir uma estratégia e reposicionar os meios para apagar o fogo o mais rapidamente possível", acrescentou.

Paulo Sedas disse que, a partir do pôr-do-sol, os meios aéreos - que chegaram a ser oito durante o dia - deixaram de operar e que fogo está a ser combatido por 445 homens, com 141 veículos.

"Apesar de grande parte da área ser florestal, há zonas povoadas com algumas habitações e, como é difícil prever a intensidade e a direção da propagação, têm sido retiradas algumas pessoas por precaução", afirmou ainda.

Até ao momento, adiantou Paulo Sedas, não há informação sobre eventuais habitações destruídas.

O fogo deflagrou cerca das 14 horas de quarta-feira, em Catraia, na freguesia serrana de Cachopo, mantendo-se ativo há mais de 24 horas.

Os bombeiros do Algarve foram reforçados com equipas de Beja, Évora e Setúbal, a que se juntaram cinco pelotões militares.

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