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Ciência dos pólos atraiu investigadores

Ciência dos pólos atraiu investigadores

O Ano Polar Internacional, que decorreu entre Março de 2007 e o mês homólogo de 2008, atraiu novos cientistas portugueses para a pesquisa das regiões da Antárctida e do Árctico, triplicando o seu número.

A estimativa é feita por José Xavier, coordenador de algumas expedições e que na próxima semana vai apresentar, numa conferência em Oslo, os resultados do trabalho dos cientistas nacionais.

Segundo disse José Xavier à Lusa, triplicou o número de cientistas portugueses dedicados às ciências polares e tornou-se também mais diversificado o leque de áreas dos especialistas. "Temos cientistas de topo a fazer investigação marinha, mas também ao nível terrestre, atmosférico e mesmo das ciências planetárias". De início, predominavam os biólogos e, de menos de 15 investigadores e cinco equipas em 2007, Portugal passou a dispor de mais de 50 cientistas e de 15 equipas.

"Com pouco financiamento, pode fazer-se ciência de excelência", observa José Xavier, que defende como aposta a integração das equipas portuguesas em internacionais, método que tem sido seguido até agora. "Só através de programas e equipas interdisciplinares podemos maximizar todo o potencial da ciência polar, porque os custos são muito elevados e a logística é muito exigente".

Muitos dos investigadores portugueses têm feito expedições à Antárctida e ao Árctico integrados em equipas de outros países, nomeadamente de Espanha. José Xavier, biólogo marinho, já participou em seis campanhas científicas na Antárctida. Numa das mais recentes, estudou o regime de alimentação e deslocações de animais marinhos que servem de alimento aos pinguins e a rota destes conforme a comida disponível.

José Xavier foi, com Gonçalo Vieira, coordenador do Ano Polar Internacional em Portugal, promotor de acções de divulgação da ciência polar junto das escolas.

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