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Comissão de Proteção de menores vai analisar casos de bebés abandonados

Comissão de Proteção de menores vai analisar casos de bebés abandonados

O presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens considerou, esta terça-feira, "preocupante" o aumento do número de casos de bebés abandonados, anunciando que irá analisar as causas desta situação para evitar que se alastre.

Uma bebé foi abandonada pelos pais, no domingo, numa rua da Praia das Maçãs, em Colares, Sintra, e irá ser entregue a um centro de acolhimento após alta hospitalar.

Segundo notícia na Imprensa, no Hospital Amadora Sintra foram deixados pelas mães 25 bebés, um número que duplicou em apenas um ano, e no Hospital de S. João, no Porto, 12 crianças. Para o presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens (CNPCJ), é uma "situação preocupante" que terá de ser analisada, para saber quais são as causas e os fatores que tem contribuído para este "fenómeno".

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"É algo que vamos analisar e procurar enfrentar de maneira a prevenir casos desses e dar apoio efetivo às mães e às famílias para que este fenómeno não alastre, seja diminuído ou mesmo eliminado", disse à agência Lusa Armando Leandro, à margem do III Congresso Internacional de Justiça Juvenil, que está a decorrer na Universidade Católica, em Lisboa.

O juiz conselheiro explicou que esse apoio às mães terá de ser dado pelos serviços de saúde e pelos serviços sociais, nomeadamente no núcleo de apoio às crianças e jovens em risco.

"As crianças têm direito à sua família biológica", mas quando isso não é possível têm de ser encaminhadas e apoiadas para os serviços socais.

Armando Leandro afirmou que "as dificuldades [económicas], por vezes, levam a atos de desespero", mas, sublinhou, "haverá outros fatores" que contribuem para esta situação.

"É indispensável uma ajuda à preparação para a maternidade e paternidade responsável e a sociedade deve organizar-se para responder a essas necessidades de forma a que este direito da criança a uma paternidade responsável se efetive".

A CNPCJ vai tentar perceber as razões desta situação e "fazer o que deve, em cooperação com outras entidades, para que o fenómeno seja prevenido", acrescentou.

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