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Crianças com carências alimentares sinalizadas serão encaminhadas para a Segurança Social

Crianças com carências alimentares sinalizadas serão encaminhadas para a Segurança Social

O ministro da Solidariedade e Segurança Social anunciou esta segunda-feira que as famílias das crianças com problemas alimentares sinalizadas nas escolas serão encaminhadas para a Segurança Social e apoiadas através do Programa de Emergência Alimentar.

Em resposta a perguntas dos deputados das Comissões de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Segurança Social e Trabalho, onde está a ser ouvido, Pedro Mota Soares anunciou que já falou com o Ministério da Educação para garantir a sinalização e o apoio a estas famílias.

"Já falámos com os responsáveis do Ministério da Educação para garantir que há sinalização de todas estas crianças junto dos serviços da Segurança Social e não faltará verba para apoiar as famílias quer através do Programa de Emergência Alimentar, quer através da atribuição de subsídios eventuais que a Segurança Social pode atribuir às famílias", adiantou o ministro.

De acordo com Pedro Mota Soares, o Ministério da Educação já está a fazer essa sinalização e a encaminhar os casos para a Segurança Social.

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar afirmou na quinta-feira que há mais de 10 mil alunos com carências alimentares e que cerca de metade já come pequeno-almoço na escola.

Falando na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, João Casanova de Almeida afirmou que 5.547 alunos já estão abrangidos pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar.

João Casanova de Almeida adiantou que há cerca de 10.800 alunos referenciados como carenciados em 253 agrupamentos escolares de todo o país e que essa informação vai ser passada ao Banco Alimentar contra a Fome.

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O objetivo, afirmou, é que também as famílias desses alunos possam ser auxiliadas com comida.

Por outro lado, em resposta a uma pergunta sobre creches, o ministro Mota Soares afirmou que pretende continuar a alargar a rede de creches, mas admitiu que neste momento não há verbas para a construção de novos equipamentos.

Defendeu, por isso, que nos equipamentos atualmente existentes seja possível acolher mais crianças e ter maior capacidade de resposta.

"Com as medidas que tomámos relativamente à capacidade de receber mais crianças em creches no espaço da cidade de Lisboa, 16 novos equipamentos que estavam previstos para construção não vão ser necessários porque vai ser possível acolher essas mesmas crianças em respostas que já existem", explicou Mota Soares aos deputados.

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