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Destruição de 60 estufas em Almeirim causa prejuízos superiores a 500 mil euros

Destruição de 60 estufas em Almeirim causa prejuízos superiores a 500 mil euros

O mau tempo destruiu no fim de semana cerca de 60 estufas de morangos no concelho de Almeirim e causou prejuízos entre os 500 e os 600 mil euros, disse esta segunda-feira um dos dois responsáveis pela produção.

"Tínhamos cinco hectares e meio de estufas e a estrutura de cada hectare custa 60 mil euros. A estes 330 mil euros acrescem os prejuízos da produção que está perdida, mais a mão-de-obra para remover o material e o plástico, o que ainda deve demorar umas semanas. No total, estimamos um prejuízo entre 500 a 600 mil euros", explicou Paulo Narciso à agência Lusa.

O jovem agricultor espera, apesar da "tragédia", vir a recuperar alguma da produção, mas para que isso seja possível é urgente que sejam instaladas novas estruturas. Para esse investimento é necessário, no entanto, ter apoios do Ministério da Agricultura.

Caso a ajuda não surja, é a "morte do projeto", assegurou o proprietário, acrescentando que, no pico da produção, chega a dar trabalho a meia centena de pessoas.

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, afirmou esta segunda-feira que os agricultores podem recorrer ao PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) e a linhas de crédito bancário para pagar os prejuízos provocados pelo mau tempo, mas não adiantou valores.

"Sem estes apoios não somos capazes de continuar o negócio. O diretor regional da Agricultura esteve aqui na manhã de domingo e disse que ia transmitir a situação à tutela, no sentido de desbloquear as verbas o mais rapidamente possível", frisou o agricultor.

O projeto de produção de morangos, situada na zona de Barreira Branca, concelho de Almeirim, arrancou em 2009.

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Segundo Paulo Narciso, a área de produção foi sendo aumentada ao longo dos últimos quatro anos e o negócio estava a correr bem.

Atualmente, trabalhavam 15 pessoas nas estufas.

Na madrugada de sábado, o mau tempo, sobretudo ventos fortes, causou dezenas de desalojados em vários distritos do continente e a queda de milhares de árvores.

Segundo o meteorologista Nuno Reira, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, tratou-se de um fenómeno raro de inverno devido a uma depressão muito cavada e muito rápida, cuja incidência em Portugal é muito rara.

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