Sociedade

Douro destino turístico de excelência mundial

Douro destino turístico de excelência mundial

Da excelência do Douro como destino turístico já poucos duvidavam. Faltava o reconhecimento de uma entidade internacional. Conseguiu-o. Ganha maior visibilidade no Mundo e a potencial preferência de mais turistas.

Desde Maio deste ano, especialistas do Centro Mundial de Destinos Turísticos de Excelência (CED), com sede em Montreal, no Canadá, desenvolveram no Douro um sistema de medição das suas potencialidades. "Está concluído e vamos apresentar o relatório na terça-feira (hoje à tarde, no Centro de Congressos da Alfândega Nova) no Porto", disse, ao JN, o director de operações, César Castañeda.

Apesar da confidencialidade do documento, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-Norte), Carlos Lage, tem a certeza de que a região duriense vai merecer figurar "num lugar cimeiro" no cartaz das melhores regiões turísticas do Planeta. "Ninguém de bom senso e bom gosto vai recusar ao Douro a condição de destino de excelência", opina.

Numa analogia às estrelas Michelin que distinguem a excelência das unidades de restauração, o reconhecimento do CED, acrescentado ao título de Património Mundial que o Alto Douro Vinhateiro já ostenta faz sete anos no próximo domingo, vai "assegurar um acréscimo do número de visitantes". Disso não tem dúvidas o chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro, Ricardo Magalhães.

Mas não é só o turismo cultural que sai a ganhar. "Os vinhos do Douro e do Porto vão ser mais procurados um pouco por todo o Mundo", confia aquele responsável. Claro que esta dimensão não se atinge de um dia para o outro, "não se faz por artes mágicas", e, assim, vai levar algum tempo até a excelência total ser alcançada.

Os resultados da medição feita pelos peritos do CED às diversas componentes da oferta turística do Douro foram vertidos num relatório que aponta à região virtudes, a potenciar, e defeitos, a corrigir. No grupo da excelência: a paisagem, os vinhos, algumas unidades hoteleiras de qualidade; no das lacunas: a falta de camas, qualificação insuficiente de recursos humanos, sinalização escassa, rede de infra-estruturas de acostagem do rio a necessitar de melhoramentos, e as dissonâncias ambientais, como são exemplo as lixeiras clandestinas, entre outras.

Há mais, claro, num e noutro prato da balança. Mas os maus exemplos tendem a ser debelados. "Nós temos de corrigir o atraso, subindo dois degraus da escada de cada vez. Mas não podemos subir quatro, se não tropeçaremos", metaforiza o chefe da Missão do Douro, para explicar que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo.

Ricardo Magalhães considera que o rumo traçado é o "certo". Na passada quinta-feira, terminou uma série de reuniões com agrupamentos de municípios para "tirar o devido partido" do Plano de Desenvolvimento Turístico do Vale do Douro, estimulando agentes públicos e privados. É que no âmbito do Programa Operacional da Região Norte, há 37,5 milhões de euros para financiar projectos, cujo investimento global pode chegar aos 50 milhões. E isto é uma excepção, em todo o Norte do país.

Outras Notícias