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Alunos juntam-se a protesto de professores

Alunos juntam-se a protesto de professores

Um grupo de alunos do ensino superior juntou-se, esta quinat-feira à tarde, à concentração de professores desempregados no Ministério da Educação para manifestar solidariedade aos docentes.

Cerca de 40 professores desempregados estão, desde as 15,20 horas, sentados no chão da entrada do Ministério da Educação e Ciência (MEC) à espera de serem recebidos pelo ministro Nuno Crato.

Estudantes de várias universidades de Lisboa estão também sentados no chão ao lado dos professores, numa manifestação de apoio, tendo já cantado uma canção dedicada ao ministro.

André Portas, da Associação de Estudantes do ISCTE, disse à agência Lusa que concorda com esta luta, tendo em conta que "há milhares de professores desempregados e as turmas estão sobrelotadas".

Também para manifestar apoio aos professores, passou pelas instalações do MEC a deputada do Bloco de Esquerda (BE) Helena Pinto.

Dirigindo-se aos docentes, a deputada do BE disse: "a situação dramática que estão a viver é fruto da política deste ministério".

"Esta luta é vossa, mas também é nossa, porque é o futuro das crianças que está em causa", adiantou Helena Pinto.

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Os professores disseram que vão ficar nas instalações do ministério até serem recebidos pelo ministro, tendo pedido uma audiência a Nuno Crato para esta quinta-feira.

Ilídia Pinheiro, uma das professoras desempregadas, explicou à Lusa que o motivo da reunião está relacionado "com o processo burocrático de colocação de professores nas escolas".

A professora disse ainda que o processo oferta de escola está a demorar demasiado tempo.

O protesto foi uma iniciativa dos professores desempregados, mas conta com o apoio do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), afeto à Fenprof.

Entretanto, uma funcionária do ministério indicou que Nuno Crato está ausente no estrangeiro e que haveria possibilidade de os professores serem recebidos pelo secretário-geral do ministério, sugestão recusada pelos docentes que, em contrapartida, propuseram uma reunião com o secretário de Estado João Casanova.

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