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Alunos revelam dificuldades em frações, geometria e escrita

Alunos revelam dificuldades em frações, geometria e escrita

Frações, geometria e escrita são algumas das matérias em que os alunos do Ensino Básico têm mais dificuldades, concluíram os especialistas que elaboraram as metas curriculares que o Ministério da Educação lançou, esta quinta-feira, em discussão pública.

Na conferência de imprensa de apresentação das metas curriculares para o Ensino Básico, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, ressalvou que estas "não são para colmatar dificuldades", mas reconheceu que "poderão deter-se mais num aspeto ou noutro".

"Dizem onde pretendemos chegar e depois haverá estratégias para dar destaque a um ou outro aspeto em função das dificuldades dos alunos", acrescentou.

Segundo Filipe Oliveira, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no primeiro ciclo do Ensino Básico há "claramente um problema", no que toca à compreensão das frações.

Os alunos mostram "conhecimentos muito vagos e pouco consolidados sobre essa matéria", afirmou, indicando que as metas "reforçam esse ponto fraco".

Outro aspeto problemático da Matemática no Ensino Básico é a geometria, que "nos últimos anos tem ficado para trás e tem sido ensinada de forma muito vaga, perdendo a importância que merece", nos programas da disciplina.

Na Língua Portuguesa, um dos problemas principais é a escrita, referiu Helena Damião, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

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"Há baixa capacidade dos nossos alunos de produzirem textos escritos de acordo com parâmetros de qualidade e conteúdos substantivos", referiu, acrescentando que os jovens "compreendem, mas quando chega a altura de produzirem textos escritos, há uma deficiência", que foi tida em conta na elaboração das metas.

Durante o período de transição em que as metas curriculares serão "fortemente recomendadas" nas escolas - antes de se tornarem obrigatórias em 2013/14 -, serão elaboradas metas para outras disciplinas do básico e para o ensino secundário.

Para já, estão a discussão pública as metas para Português, Matemática, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias da Informação e Comunicação.

Nuno Crato justificou a escolha do Português e Matemática com as "apostas óbvias" destas matérias para este ministério, que lhes vê "importância essencial para os alunos e para o progresso da escolaridade".

Quanto a Tecnologias da Informação e Comunicação, precisa de metas porque está a ser colocada noutros anos, e Educação Visual e Educação Tecnológica, porque estão a ser "autonomizadas", afirmou.

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