Sociedade

Apelo à mobilização dos pais contra o "retrocesso democrático" no ensino

Apelo à mobilização dos pais contra o "retrocesso democrático" no ensino

A coordenadora do Sindicato dos Professores do Norte, Manuela Mendonça, apelou, esta segunda-feira, aos pais e encarregados de educação para que se mobilizem, juntamente com os professores e os outros parceiros educativos, e combatam o "verdadeiro retrocesso democrático" na educação.

"A nossa mensagem é que há aqui um conjunto de medidas que afetam duramente os professores, porque agravam muito o desemprego e a precariedade, mas que afetam também as escolas e os alunos. E quando dizemos que não há professores a mais, há escola a menos, queremos, precisamente, chamar a atenção de que este ano vai haver menos ofertas formativas, menos disciplinas e áreas curriculares, menos horas para os diretores de turma, menos projetos de combate ao abandono escolar e menos recursos humanos e financeiros nas escolas", disse.

Manuel Mendonça falava à Lusa numa ação pública de denúncia dos "múltiplos problemas" criados pelo Ministério da Educação e Ciência às escolas e aos professores.

No arranque do ano letivo, a iniciativa realizou-se junto à escola EB 2,3 Gomes Teixeira, no Porto, mas a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) irá repeti-la noutras escolas do país ao longo de toda a semana.

"Este agrupamento [Gomes Teixeira] tem menos de 30 a 40 professores do que no ano passado e menos 24 auxiliares de ação educativa. É uma coisa absolutamente anormal, que pode por em causa o normal funcionamento da escola", considerou a coordenadora do SPN.

Manuela Mendonça sublinhou, por isso, a importância de esclarecer os encarregados de educação de que "o aumento do número de alunos por turma, o aumento do horário letivo dos professores e a criação de mega-agrupamentos não empurram só milhares de pessoas para fora do sistema de ensino, vão prejudicar as condições de ensino e de aprendizagem".

"Os pais ainda não têm a perceção clara do que pode suceder, mas demonstram muita recetividade para conversar connosco e para tentar perceber melhor qual é o estado da Educação e o que está em causa no futuro dos seus filhos", acrescentou.

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