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Bolseiros de investigação queixam-se de atrasos nas bolsas

Bolseiros de investigação queixam-se de atrasos nas bolsas

A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica queixou-se, esta segunda-feira, de atrasos no pagamento de bolsas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, que afirmou que há bolsas por pagar por razões burocráticas.

Em comunicado, a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) manifestou "preocupação" pelos "sucessivos atrasos no pagamento das bolsas de doutoramento e pós-doutoramento".

"Há bolseiros que se encontram há quatro meses a aguardar o pagamento da primeira prestação da bolsa", indica a ABIC, frisando que estes estão "impedidos de desenvolver qualquer outro tipo de atividade profissional" porque estão em regime de exclusividade.

A Associação critica a "morosidade" no processo de verificação de documentos, que responsabiliza pelos atrasos.

Em resposta, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) afirmou que atualmente paga 12.284 bolsas, 2047 das quais foram aprovadas no último concurso. A instituição afirma que das novas bolsas, "964 estão já em execução, 276 serão iniciadas a 1 de junho e 410 a 1 de julho".

"As restantes 397 aguardam ainda a necessária documentação ou a data de início proposta pelo bolseiro", acrescenta a FCT em comunicado, afirmando que as bolsas só começam a ser pagas depois de acabar o "processo administrativo" e que os bolseiros recebem com retroativos.

A FCT frisa que "o processo administrativo exige verificação pelos serviços de toda a documentação entregue pelo bolseiro, bem como audiência prévia e análise de recursos".

A ABIC defende medidas "urgentes" para acabar com a morosidade e com o "prejuízo grave para a vida daqueles que aguardam a bolsa que lhes foi atribuída": pagar todas as bolsas com processo concluído em junho e reduzir "ao mínimo" as demoras no processamento e renovação de bolsas.

De contrário, os investigadores, "principais sustentáculos da investigação científica desenvolvida em Portugal", vão continuar a estar "expostos a situações altamente precárias", precisando de "empréstimos e ajudas de terceiros" para sustentar famílias e cumprir compromissos", avisa a ABIC.

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