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Calendário de judocas ultrapassa fronteiras

Calendário de judocas ultrapassa fronteiras

Os serviços da Universidade do Minho receberam dezenas de contactos, de vários pontos do país e do estrangeiro, a saber como podiam adquirir o calendário solidário, no qual alunos praticantes de judo surgem sem roupa.

"Sabes que não tens uma vida normal quando a tua mãe te liga a dizer que te viu nu nos jornais e na televisão", escreveu o judoca Guilherme "maio" no Facebook, por entre centenas de mensagens e comentários ao calendário solidário que o grupo de judo da UMinho fez para ajudar o Fundo Social de Emergência.

O calendário, com uma tiragem inicial de 400 exemplares, custa cinco euros e o dinheiro é todo para ajudar os alunos mais carenciados da universidade minhota.

As redes sociais e os telefones dos alunos fotografados receberam centenas de mensagens e comentários. O mesmo aconteceu com Nuno Gonçalves, fotógrafo, professor de judo e autor da ideia.

Para os serviços da universidade ligaram e mandaram emails dezenas de pessoas, de Portugal e do estrangeiro, a perguntar como podem comprar o calendário. "Para já, só pode ser adquirido na universidade, mas vamos ter de arranjar uma forma de o levar a todo o país", afirmou Nuno Gonçalves.

Quarta-feira, na universidade, os 12 estudantes judocas começaram a ser tratados pelo nome do mês que representam. A saber: Filipe "janeiro"; Rui "fevereiro"; Waldir "março"; Ricardo "abril"; Guilherme "maio"; Marta "junho"; Paulo "julho"; Delson "agosto"; Ângela "setembro"; Pedro "outubro"; Cesário "novembro" e Ricardo "dezembro".

"É mesmo uma grande surpresa", comentou o professor de judo. Nem o professor nem os alunos esperavam tanto sucesso.

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