Sociedade

Engenharias e saúde com 30% das vagas do Superior

Engenharias e saúde com 30% das vagas do Superior

Mais de 45% das vagas abertas para o ensino superior são em três áreas: engenharias, ciências empresariais e saúde. No total, há 51461 lugares, menos 837 do que em 2012 - o número mais baixo desde 2009. Os alunos podem candidatar-se ao ensino superior a partir de quarta-feira e até 9 de Agosto. Consulte aqui a lista das vagas e as notás mínimas de acesso.

Cerca de 45,5% do total de vagas são em cursos de engenharias (17,3%), ciências empresariais (15,4%) e saúde (13%). Só em Gestão/Gestão de Empresas, por exemplo, há 2285 vagas e é um dos cursos com maior oferta em regime pós-laboral (336 lugares). Em Informática, há 2177 vagas e um novo mestrado integrado na Universidade Nova de Lisboa, que abre com 170 lugares.

Medicina mantém as 1517 vagas desde 2011. Em Enfermagem, abrem 1345 lugares, mais 188 no segundo semestre nos politécnicos de Bragança, Leiria, Santarém e Viseu. Só as escolas de Coimbra, Porto e Lisboa oferecem 890.

Entre as áreas que mais perdem lugares destacam-se a Educação e formação de professores, bem como a Arquitetura e Construção - ambas com uma redução de 16%. Relativamente à primeira, o despacho de fixação de vagas recomendava, pelo segundo ano consecutivo, um corte de 20%.

Em relação à segunda, a perda deve-se especialmente à quebra na procura dos cursos de Engenharia Civil, que este ano disponibilizam 1233 vagas. E o presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), Alberto Amaral, considera que pode perder mais no próximo ano. Já o líder da Fenprof, Mário Nogueira, considera preocupante o corte nos cursos de Educação porque, se houver investimento no setor, faltarão docentes.

O total de vagas disponibilizado sofre o segundo corte consecutivo da década. Dos 51461 lugares disponibilizados, 55,3% são em universidades. Os politécnicos perdem 695 (83%) das 837 vagas cortadas em relação a 2012. Há três universidades a perder vagas (a do Algarve é a que perde mais, 91), enquanto institutos são 13 (só Viseu perde 114 lugares).

O aumento das vagas sobrantes e a taxa de empregabilidade dos cursos foram os principais critérios a ditar o corte de vagas. Alberto Amaral nem considera significativa a oscilação.

De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o número de diplomados desempregados aumentou, em junho, 25,6% em relação a 2012. A remuneração é, no entanto, cerca de 40% superior para quem tem "canudo". As metas europeias preveem que, em 2020, haja 40% de diplomados entre a população com 30 a 34 anos. Em 2011, eram 26,1%.