greve dos professores

Governo acordou com professores aquilo que tinha admitido desde início

Governo acordou com professores aquilo que tinha admitido desde início

O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que aquilo que o Governo acordou com sindicatos de professores foi o que tinha manifestado predisposição para fazer desde o início, considerando que as greves às avaliações podiam ter sido evitadas.

Durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho afirmou também que o Governo não assumiu nenhum compromisso para futuro quanto à eventual passagem de professores para o regime de mobilidade, mas apenas relativamente ao ano letivo 2013/2014.

"O Governo concretizou aquilo que, pela voz do ministro da Educação, já tinha mostrado abertura para fazer desde o início", declarou o primeiro-ministro, em resposta ao líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro.

Depois de saudar o entendimento entre sindicatos de professores e o Ministério da Educação, Passos Coelho referiu que o Governo tinha, desde o início, assegurado que o aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas por semana não se iria refletir na carga letiva dos professores e que não considerava necessário colocar professores efetivos no regime de requalificação e mobilidade no ano letivo 2013/2014.

"O Governo, no essencial, manteve a sua predisposição. Estas regras são para aplicar transversalmente. Não há nenhum compromisso de que, para futuro, não venha a ser necessário que mecanismos de reconversão não sejam aplicados na área dos professores", acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

Passos Coelho concluiu que se poderia ter "poupado, sobretudo no que respeita ao sistema de avaliações, muitos prejuízos aos estudantes, às famílias e às próprias escolas, se tivesse havido maleabilidade, flexibilidade suficiente para fazer este compromisso antes da greve geral, antes da greve dos professores e antes da greve às avaliações".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG