Sociedade

Escolas vão poder criar grupos de alunos com vista ao sucesso educativo

Escolas vão poder criar grupos de alunos com vista ao sucesso educativo

O próximo ano letivo vai dar às escolas a possibilidade de criarem temporariamente grupos de alunos de acordo com os resultados escolares por disciplina e ritmos de aprendizagem, por forma a permitir melhores desempenhos a todos.

O documento divulgado esta segunda-feira pelo Governo, de prestação de contas ao fim de um ano de mandato, especifica a possibilidade que havia já sido avançada pelo ministro da Educação, Nuno Crato, de criar "grupos homogéneos" de alunos quanto ao desempenho escolar por disciplina para "recuperação das dificuldades e respeito pelo ritmo de aprendizagem".

Garante o Governo que estes grupos assumem "um caráter transitório", devendo os alunos regressar à turma de origem "logo que ultrapassadas as dificuldades".

A medida servirá também para os alunos com melhores desempenhos escolares poderem "elevar o seu potencial de aprendizagem".

No ano letivo que se inicia em setembro entra também em vigor uma nova estrutura curricular, que reduz a dispersão com que os alunos do 3.º ciclo se confrontavam.

São eliminadas áreas curriculares não disciplinares como o Estudo Acompanhado, Área de Projeto e Formação Cívica, passando esta última a poder constituir uma oferta da escola.

O ministro pretendeu centrar a atenção nas disciplinas essenciais, como Português, Matemática, História e Inglês.

Ainda não é conhecido o número de professores que poderá ficar sem trabalho, no âmbito das reformas anunciadas.

No âmbito do ensino profissional, o Governo planeia repartir o investimento e criar um "selo de qualidade" para escolas de referência, envolvendo as empresas, no sentido de desenvolver iniciativas conjuntas de "grande qualidade formativa", em áreas relevantes para a criação de emprego.

A medida visa estimular a criação de cursos profissionais para os vários setores da atividade económica, "onde os planos curriculares e a formação profissional são definidos em estreita articulação com o tecido empresarial e o financiamento repartido entre Estado e empresas", lê-se no documento.