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Estereótipos sexuais continuam bem enraizados na escola

Estereótipos sexuais continuam bem enraizados na escola

Os rapazes de 15 anos têm piores resultados escolares e as raparigas menor tendência a seguirem estudos científicos, devido a estereótipos sexuais bem enraizados, segundo um estudo realizado em 65 países e territórios.

Os desvios de êxito observados entre raparigas e rapazes não se devem a "diferentes aptidões inatas", sublinha-se o estudo realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e divulgado esta quinta-feira, acrescentando-se que a família, a escola e a sociedade têm "um impacto" sobre estas disparidades.

Este documento da OCDE foi realizado a partir dos dados reunidos pelo estudo PISA 2012, que entrevistou mais de 510 mil jovens de 15 anos nos países-membros da organização.

Os resultados mostraram que os adolescentes são "mais suscetíveis" de estarem "menos empenhados na escola", de abandono precoce e muitas vezes "sem diploma", declarando ser uma "perda de tempo".

As adolescentes chegam à universidade ou ao ensino superior, mas "estão sub representadas" nos domínios das matemáticas, das ciências físicas e informática, apesar de serem mais ambiciosas que os colegas. Em 2012, apenas 14% das mulheres escolheram estes cursos.

"Os rapazes dedicam menos uma hora por semana que as raparigas aos deveres" e jogam "mais videojogos", enquanto elas preferem os livros, lê-se no relatório.

Os autores apontam também a falta de confiança das adolescentes, o papel dos pais, da sociedade e da escola, para explicar as diferenças.

Publicado a cada três anos, o estudo PISA (Programa Internacional de Acompanhamento das Aquisições dos alunos, sigla em francês) questiona os estudantes sobre as matemáticas, a compreensão da escrita, as ciências e a resolução de problemas.

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