Ensino público

Exames de Inglês do 9.º ano não vão contar para as notas

Exames de Inglês do 9.º ano não vão contar para as notas

As escolas já não vão poder contar com os resultados do "Key for School" para a nota final dos alunos do 9.º ano. Muitos agrupamentos tinham feito essa opção, mas não deve haver pautas antes do final do mês.

Os resultados do "Key for School" deviam ser afixados, esta quarta-feira, nas escolas, mas até ao final de junho isso não deve acontecer, apurou o JN junto do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE).

"Ainda não há data, mas tudo indica que até ao final de junho não serão divulgados os resultados", adiantou fonte do IAVE. O adiamento foi anunciado na segunda-feira à noite. A desistência de cerca de 400 professores classificadores que se tinham voluntariado e recebido formação para fazer as correções foi a principal razão dada para justificar o atraso.

As escolas, garantiram ao JN diversos diretores, receberam na quinta-feira (dia 29) um email da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares a informar da calendarização de provas orais (sessões de Speaking) entre 1 e 13 de junho.

Ora, os alunos do 9.º, tal como os do 10.º e 12.º, terminam as aulas na sexta-feira para se prepararem para os exames nacionais. Há escolas que começam quinta-feira as reuniões de avaliação para essas turmas, que terão de estar concluídas até dia 11.

Os exames arrancam dia 17, com a prova de Português do 9.º ano, e os alunos só podem fazê-los se tiverem a nota interna lançada. Logo, face à possibilidade de o IAVE não divulgar as pautas do "Key for School" antes de julho, será impossível às escolas contarem com esses resultados como queriam.

"Os alunos não serão prejudicados porque a avaliação é contínua e existem outros instrumentos de avaliação", garante o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Ramos Lima. O presidente da Confederação de Pais, Jorge Ascenção, também espera que o adiamento nas pautas "não atrase o lançamento das notas internas".

Filinto Lima defende, ainda, que a correção das provas deve ser paga de modo a que a bolsa de corretores não dependa de voluntários. Tanto Filinto Lima como o presidente da Associação de Dirigentes, Manuel Pereira, alertam que apesar da dispensa letiva e pagamento das deslocações para as provas orais, este modelo de exame obrigou as escolas a reorganizarem os horários dos classificadores que por vezes tinham de faltar às suas aulas e remarcá-las para outro dia ou hora.