Sociedade

Federação de Pais de Lisboa pede a professores que reconsiderem greve

Federação de Pais de Lisboa pede a professores que reconsiderem greve

A Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais mostrou-se preocupada, esta terça-feira, com a marcação de greves dos professores para os dias em que se realizam exames nacionais e pediu aos sindicatos que reconsiderem.

Apesar de "compreender" os motivos que levaram os professores a avançar com as greves, que decorrem entre 07 e 14 de junho e a 17 [greve geral], a FERLAP entende que as paralisações em época de exames deveriam ser reconsideradas pelos sindicatos.

Em comunicado a federação diz que "não está contra o exercício de um direito" à greve e manifestou disponibilidade para dialogar com os sindicatos.

A FERLAP "encontra-se obviamente disponível para conversar e nas suas limitações tentar contribuir para encontrar uma solução para o grande problema que é a educação em Portugal".

No comunicado, a FERLAP salienta que se os professores reconsiderarem a posição, estarão a colocar "em primeiro lugar a razão da sua existência: os alunos".

"Sabemos das grandes dificuldades porque passam os professores, tanto a nível de carreira, como a nível de desempenho das suas funções. Sabemos da degradação da qualidade de vida nas nossas escolas, que não há uma política que realmente tenha como objetivo a melhoria da educação (....). Sabemos que a preocupação do Ministério da Educação e Ciência não é a melhoria da escola e que o direito à greve é inalienável", escreve a FERLAP.

No entender da Federação de Pais, os alunos "não devem pagar pelas más políticas deste e de outros governos".

Os professores decidiram fazer greve às avaliações e ao primeiro dia de exames do ensino secundário, a 17 de junho, estando em curso um processo para definir serviços mínimos, dada a falta de acordo entre as partes.

Os docentes protestam contra a aplicação da mobilidade especial aos professores, despedimentos e o aumento do horário de trabalho para as 40 horas.

A Federação Nacional de Professores (FENPROF) já disse que caso as greves às avaliações, que decorrem entre 7 e 14 de junho, e a greve geral dos professores (a 17) não surtam efeito, serão entregues novos pré-avisos "até ao tempo que for preciso".

Entretanto, o ministro da Educação, Nuno Crato, já garantiu que os exames nacionais vão realizar-se na data prevista, sublinhando que estão em curso os mecanismos legais para a definição de serviços mínimos, perante a greve convocada pelos professores.

O ministro manifestou ainda esperança de que a greve não se concretize, afirmando-se disposto a discutir com os sindicatos de professores.