Sociedade

Fenprof adia greve e apela à união de todos os sindicatos

Fenprof adia greve e apela à união de todos os sindicatos

A Fenprof não aprovou data para a convocação de uma greve de professores. A paralisação continua em cima da mesa mas não é consensual e a Federação apela ao apoio de todos os sindicatos.

A "violência" dos novos cortes anunciados anteontem pelo primeiro-ministro justificam para o líder da Fenprof a convocação de uma greve de professores até final do ano letivo, mas a medida "é complexa" e "não pode avançar com os professores divididos nas escolas", afirmou, este sábado, no encerramento do congresso Mário Nogueira.

Ao JN, o líder garantiu que a divisão dos docentes não se referia à realização ou não de uma paralisação mas ao facto de esta coincidir com os exames ou avaliações. A Fenprof pretende uma ação "eficaz" em prol do objetivo prioritário de demitir o Governo e, para isso, deseja o envolvimento dos restantes sindicatos. Esse encontro está marcado para quinta-feira e Nogueira pretende não só conseguir união em torno da greve mas também da manifestação já decidida para o dia 22 de junho.

"Temos de ganhar pessoas para a luta", afirmou, defendendo que a Federação tem de ser "realista".

A convocação de uma greve foi, aliás, a medida mais polémica no congresso. O projeto de resolução reivindicativa - aprovado com nove abstenções e zero votos contra dos delegados - prevê a possibilidade de os sindicatos afetos à Fenprof agendarem uma paralisação até ao final do ano letivo, "coincidente ou não com o período de exames e/ou avaliações". "Vamos procurar unir todos, senão teremos alternativas", concluiu Mário Nogueira.

Durante os trabalhos, foi chumbada uma moção que propunha à Fenprof defender junto da CGTP a convocação de uma greve geral de, pelo menos, dois dias. Houve quem subisse ao palco para defender a paralisação e quem o fizesse para recordar que muitos seriam os docentes que não adeririam por "ser caro", pelo que "não existem condições".

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