Sociedade

Ministério diz que novas listas de contratação docente não alteram muito dados anteriores

Ministério diz que novas listas de contratação docente não alteram muito dados anteriores

O Ministério da Educação assegurou que nas listas definitivas de ordenação dos professores na bolsa de contratação, divulgadas esta sexta-feira, "não houve qualquer alteração" de dados "em mais de metade dos casos".

Em comunicado, o ministério refere que as novas listas são "o resultado dos ajustes para correta valoração das classificações finais dos candidatos a concursos, bem como daqueles efetuados pelos candidatos às suas respostas aos subcritérios selecionados pelas escolas".

Nas listas revistas, assegura a tutela, "em mais de metade dos casos não houve qualquer alteração".

Nos casos em que houve, adianta o ministério, "na sua grande maioria" representam "a colocação de professores noutra escola, dentro das suas preferências", através das novas listas da bolsa de contratação das escolas ou da reserva de recrutamento, esta última divulgada há uma semana.

A nota do ministério assinala que as listas definitivas correspondem "a menos de 0,8 por cento dos cerca de 110 mil professores que estão nas escolas desde a abertura do ano letivo".

Os docentes que tenham, agora, obtido colocação na reserva de recrutamento e na bolsa de contratação devem indicar o seu horário de preferência até às 23.59 horas de segunda-feira.

As colocações resultantes das novas listas de ordenação produzem efeitos a 01 de setembro, "nomeadamente quanto à remuneração, à contagem do tempo de serviço e para efeitos da vinculação semiautomática", esclarece o comunicado, frisando que "as listas publicadas consideram a graduação profissional e a avaliação curricular".

A bolsa de contratação visa suprimir necessidades prementes das escolas ou agrupamentos de escolas, com contrato de autonomia e em território educativo de intervenção prioritária, designadamente a substituição imediata de um professor de baixa médica.

A publicação das listas definitivas ocorre no mesmo dia em que as escolas receberam orientações da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) para anularem as colocações de professores do concurso da bolsa de contratação cujos resultados foram conhecidos a 12 de setembro.

As novas listas substituem as anteriores, nas quais foram detetados erros, que levaram à demissão do antigo diretor-geral da Administração Escolar.

Os diretores de escolas questionam a legitimidade do ato pedido pela DGAE, por entenderem que deve ser o ministério que tem de anular as colocações, que partiram de erros assumidos pela tutela.