Sociedade

Ministro da Educação diz que programa de Matemática precisa de ser estruturado

Ministro da Educação diz que programa de Matemática precisa de ser estruturado

O ministro da Educação e Ciência disse, esta terça-feira, em Luanda, à Lusa que a resposta para enfrentar os resultados alcançados nas Prova de Aferição de Matemática assenta na estruturação dos programas.

O comentário de Nuno Crato visa os resultados divulgados esta terça-feira da Prova de Aferição de Matemática no 1º ciclo do Ensino Básico, cuja média nacional foi de 53,9%, menos 14 pontos percentuais comparativamente à prova de 2011.

"Como se sabe, fui uma das pessoas que criticaram o novo programa de Matemática no Ensino Básico, por achar que é um programa que está pouco estruturado. Estamos neste momento a construir metas para o ensino do Português e da Matemática e vamos alargar essas metas para outras áreas disciplinares e esta poderá ser uma das maneiras de obviar certas dificuldades que existem", salientou.

Para Nuno Crato, que se encontra em Luanda, onde participou, esta terça-feira, na V Reunião Ministerial do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia da CPLP, o que é "preocupante" é que os "fracos resultados" alcançados devem-se ao deficiente domínio de conhecimentos básicos.

As dificuldades que se verificam nos primeiros anos de escolaridade são dificuldades que se repercutem para a vida inteira", considerou.

Q uanto à forma como vai ser feita a estruturação dos programas, se irá alterar de novo o programa existente, Nuno Crato respondeu que não.

"Os novos programas estão agora a começar e portanto não queremos estar a mudar de programas todos os anos e fazer grandes mudanças todos os anos. Temos sido críticos em relação a estes programas novos de Matemática, mas não é isso que está em causa", acrescentou.

Para o ministro, o que está em causa é alcançar através de metas de aprendizagem estabelecidas ano a ano, que foquem nas questões essenciais, se consiga ajudar os professores a sistematizar melhor as matérias que estão a ser transmitidas aos alunos e ajudar também os alunos a aprendê-las melhor.

"A palavra de ordem é focar o essencial, estruturar bem o ensino. É para isso que estamos a trabalhar nas metas, para enfrentar estas dificuldades que existem no ensino básico", afirmou.

Instado a dizer se os críticos das provas de aferição no 1º ciclo do Ensino Básico poderão, com estes resultados, reivindicar que tinham razão, Nuno Crato pensa que não.

"O que estamos a verificar é que existem dificuldades no (Ensino) Básico, quantificadas desta maneira só porque estamos a realizar provas de aferição. E nós vamos transformar estas provas de aferição em provas finais e julgamos que estes instrumentos vão não só ajudar a conhecer melhor a realidade, como também ajudar professores e alunos a terem objetivos claros a ultrapassar, para dominar bem estas matérias e poderem entrar nos ciclos seguintes com confiança", concluiu.