início do ano letivo

Pais de alunos deixaram reabrir escola Secundária do Marco de Canaveses

Pais de alunos deixaram reabrir escola Secundária do Marco de Canaveses

Os pais dos alunos da Escola Secundária do Marco de Canaveses terminaram o protesto que mantinham desde o início da manhã, permitindo a abertura do estabelecimento.

Os alunos já se encontram no interior das instalações, mas o normal funcionamento das atividades letivas só será assegurado ao longo do dia, contou à Lusa Eduardo Pereira, da associação de pais.

O dirigente justificou a decisão de permitir a reabertura do portão do estabelecimento, que tinha sido fechado a cadeado, com o anúncio de uma reunião entre a empresa estatal Parque Escolar e o empreiteiro responsável pelas obras de remodelação da escola, que estão paradas desse o final de 2012. A reunião vai realizar-se na terça-feira.

Eduardo Pereira acrescentou que só depois de se saber o resultado da reunião é que se vai decidir o que fazer, apesar de já estar assumido que não haverá mais protestos até ao final do mês.

O porta-voz dos encarregados de educação reafirmou hoje que a comunidade escolar não abre mão da exigência de uma data para o recomeço das obras. Se tal não ocorrer até 30 de setembro, os pais avisam que encerrarão a escola no dia 01 e outubro, por "tempo indeterminado".

As obras de remodelação da escola pararam no final de 2012, por dificuldades financeiras do empreiteiro, quando só estava concluída uma das três fases da intervenção.

Desde então, as atividades letivas decorreram repartidas pelas partes nova e velha da escola, com a direção do estabelecimento a denunciar publicamente as condições precárias de trabalho e até de segurança.

Nos últimos dias, foram colocados contentores para lá decorrerem as atividades do novo ano letivo.

Centenas de alunos e encarregados de educação colocaram esta manhã um laço verde na entrada da Escola Secundária do Marco de Canaveses, sobre cadeados que fechava o portão, para impedir o início das aulas e protestar contra as obras paradas há quase dois anos.

Eduardo Pereira explicou à Lusa que o laço verde no portão principal era um gesto simbólico de que os pais e os alunos ainda têm esperança de que o problema se vai resolver.